Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Bancada ruralista quer solução para dívida

Quinta, 24 de Janeiro de 2008 às 11:20, por: CdB

O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, deputado Marcos Montes (DEM-MG), afirmou que o clima é de "quase revolta" na bancada de parlamentares do setor ruralista, com a demora do governo em renegociar a dívida agrícola. Segundo ele, a bancada vai marcar "posição" no Congresso se o governo não der uma solução ao problema até 11 de fevereiro. Ele não explicou, no entanto, de que forma a bancada marcará posição, se com obstrução das votações ou voto contrário aos projetos do governo.

O parlamentar afirmou que o governo não está dando a devida importância à bancada que contém cerca de 200 parlamentares de partidos da base aliada e da oposição. "É uma bancada forte. A grande maioria é do governo. Ela tem que fazer valer os seus direitos em defesa do produtor", afirmou ele, após encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar de renegociação da dívida de R$ 130 bilhões. O representante dos ruralistas acusou o governo de estar empurrando o acordo "com a barriga".

No encontro, segundo Montes, o ministro prometeu dar uma resposta até segunda-feira para o pleito do setor de suspensão do pagamento de parcelas da dívida que vencem em janeiro, fevereiro e março. O estoque dessas parcelas somam cerca de R$ 30 bilhões. O ministro da Fazenda havia se comprometido, no final do ano passado, a dar uma solução para o endividamento dos produtores rurais , mas, por causa da extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), no final do ano, e a perda de R$ 40 bilhões em arrecadação, o governo adiou a apresentação de sua proposta para 31 de março próximo. O problema é que, até lá, vencem parcelas da dívida.

Mantega assegurou que o pacote agrícola será anunciado no final de março. O setor também quer uma redução dos juros dessa dívida antiga de 8,75% para 6,75%, taxa que segundo o presidente da Comissão de Agricultura já está sendo praticada no mercado. O deputado, que é da oposição, disse que tem "acalmado" muitos parlamentares da base que teriam esgotado a paciência com o governo.

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