Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Bancada do PMDB decide a favor da CPMF

A bancada do PMDB no Senado decidiu fechar questão pela aprovação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. O partido, no entanto, impôs como condição a aplicação de um redutor da atual alíquota, hoje fixada em 0,38% das movimentações financeiras, em 2008. (Leia Mais)

Quarta, 07 de Novembro de 2007 às 16:15, por: CdB

A bancada do PMDB no Senado decidiu fechar questão pela aprovação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. O partido, no entanto, impôs como condição a aplicação de um redutor da atual alíquota, hoje fixada em 0,38% das movimentações financeiras, em 2008.

— Vai ter que ter um redutor a partir do ano que vem. Todos os partidos são importantes. O PMDB tem o seu papel importante de decisão e de ajuda para o país —, disse o líder da bancada, senador Valdir Raupp (RO).

A decisão da bancada teve o apoio de 16 dos 20 senadores do PMDB. O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Pedro Simon (RS) se abstiveram. O senador Mão Santa (PI) votou contra e o senador Jarbas Vasconcelos (PE) não compareceu ao encontro. Jarbas, no entanto, estava a poucos metros da sala, no plenário do Senado.

— No plenário, vou votar a favor —, disse Renan na saída do encontro.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e a líder no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), votaram favoravelmente à proposta da bancada.

— A bancada decidiu e eu integro a bancada. A bancada tem uma posição: reduzir para 0,36% apenas no ano que vem. Queremos discutir a redução em apenas um ano porque depois vamos aprovar a reforma tributária —, argumentou o líder do governo.

Já o senador Mão Santa disse que a aprovação da CPMF é uma mentira.

— A CPMF é uma mentira. Não é provisória e não é para a saúde —, protestou.

O PMDB também decidiu que vota pela aprovação da CPMF com o redutor da alíquota e com a atual proposta, que foi negociada com o PSDB. Os tucanos, no entanto, rejeitaram o acordo e ameaçaram se retirar da mesa de negociações.

O ministro Guido Mantega propôs estender a isenção da CPMF para todas as pessoas físicas que ganham até R$ 4,340 mil por mês. O ressarcimento dos valores pagos por estes contribuintes em CPMF se daria na contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou no Imposto de Renda (IR). Neste último caso, a dedução seria limitada a R$ 214,46 por ano.

O presidente do PSDB confirmou ainda que o governo federal concordou em um limitador para os gastos públicos. Até o momento, o Executivo defendia um limite de crescimento e 2,5% ao ano, mais a variação da inflação, somente para os seus gastos com a folha de pagamentos. Entretanto, teria concordado, segundo o presidente do PSDB, que esse mesmo limite tenha validade para todos os gastos correntes.

A proposta de prorrogação da CPMF será votada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado a partir da próxima segunda-feira. No plenário, são necessários os votos de 49 dos 81 senadores.

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