Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Baleados no Revéillon prestam depoimento

Quarta, 02 de Janeiro de 2008 às 19:54, por: CdB

Três pessoas que foram atingidas por balas perdidas no Réveillon em Copacabana prestaram depoimento nesta quarta-feira na delegacia. A delegada da 12ª DP (Copacabana), Marta Rocha, quer descobrir a origem dos disparos que atingiram sete pessoas na orla carioca. Uma delas, atingida em Ipanema, também na Zona Sul, morreu nesta terça.

Anderson Luiz de Souza Fagundes, de 29 anos, Camila Rodrigues da Silva, de 18 anos, que estava internada no Miguel Couto, mas teve alta nesta quarta, prestaram depoimentos, além de Carlos Alberto Tavares dos Santos, de 40 anos. A polícia fez uma reconstituição com duas das vítimas nas areias de Copacabana.

De acordo com as vítimas, Camila e Anderson estavam em locais próximos, na areia, perto do palco montado, entre as ruas Figueiredo de Magalhães e Siqueira Campos. Carlos Alberto estava também na praia, entre as ruas Santa Clara e Constante Ramos. Segundo as vítimas, eles sentiram os tiros por volta de 12h15.

A delegada também levou as vítimas para o Instituto Médico-Legal para que peritos dessem a trajetória da bala dentro do corpo das vítimas. Os três projéteis que atingiram as vítimas ainda estão alojados em seus corpos. Depois, a delegada seguiu com eles para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), para que seja identificado o calibre dos projéteis.

Segundo Marta, os laudos ficam prontos na sexta-feira.

Vilma Oliveira Santos, de 63 anos, que também iria prestar depoimento, será ouvida nesta quinta-feira, porque passou mal e não conseguiu ir até a delegacia.

O caso de Gustavo Almeida de Queiroz, de 24 anos, ainda internado no Hospital Miguel Couto, foi encaminhado para a 13ª DP (Copacabana). Segundo o delegado André Drumond, Gustavo foi ouvido nesta quarta.

A polícia também investiga a morte de Elias Gabriel Batista da Silva, de 29 anos, ele foi baleado quando participava do réveillon em Ipanema. De acordo com policiais, ele pode ter se envolvido em uma briga. Elias Gabriel tinha quatro passagens pela polícia, por desacato, desobediência, lesão corporal e resistência.

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