Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Balanço negativo da FedEx assusta investidores nos Estados Unidos

Quarta, 17 de Junho de 2009 às 09:43, por: CdB

As Bolsas norte-americanas operavam em baixa nesta quarta-feira, após a previsão de ganhos abaixo do esperado da empresa norte-americana de entregas FedEx ter ofuscado os dados razoavelmente positivos sobre inflação. O déficit em conta corrente dos EUA diminuiu no primeiro trimestre do ano, mas foi recebido sem entusiasmo pelos investidores.

Às 11h28 (em Brasília), a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) seguia em baixa de 0,07% no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA, também na sigla em inglês), com 8.498,47 pontos, enquanto o S&P 500 caía 0,37%, para 908,61 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 0,22%, indo para 1.792,18 pontos. A FedEx divulgou uma previsão de lucros abaixo do esperado e traçou comentários cautelosos sobre o cenário econômico. A empresa informou que teve uma perda trimestral maior que a esperada, mas os resultados ainda superaram as expectativas.

Executivo-chefe da FedEx, Fred Smith, disse a jornalistas que já há sinais de que "o pior momento da recessão ficou para trás", mas que a empresa prevê ganhos muito abaixo das previsões dos analistas no próximo trimestre. O comentário chega no dia em que os investidores aguardam a divulgação dos detalhes da reforma do sistema regulatório do mercado financeiro americano.

Na véspera, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que uma única agência deverá ser encarregada da função de regular os grandes bancos. Além disso a proposta de reforma deverá incluir a extensão dos poderes do Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano), a abertura para que o governo possa fechar ou desmembrar empresas do setor financeiro e a criação de um órgão para fiscalizar produtos financeiros voltados para pessoas físicas, segundo já publicou a imprensa naquele país.

A inflação em maio último foi menor do que o esperado por analistas, o que foi recebido com otimismo; o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1%, após ter permanecido sem variação em abril, segundo o Departamento do Trabalho. O núcleo do índice – que exclui os preços de alimentos e energia – teve a mesma variação, alta de 0,1%. Os preços dos alimentos tiveram queda de 0,2% e os da energia caíram 2,4%.

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