Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

BALANÇO DO ATO-DEBATE (SP) CONTRA A AGRESSÃO À LÍBIA

Domingo, 22 de Maio de 2011 às 08:10, por: CdB

Por Liga Bolchevique Internacionalista 22/05/2011 às 13:56

Como bolcheviques leninistas, a LBI não participará de nenhum "ato engodo" que sirva para confundir a vanguarda classista em não demonstrar que tão criminoso quanto representa os bombardeios da OTAN, é ainda mais letal para a nação Líbia a marcha ultra-reacionária dos "insurgentes" monarquistas sobre as conquistas do proletariado sob o regime de Kadaffi


C Alvarez expõe impossibilidade da frente única sem a defesa da vitória da Líbia

BALANÇO DO ATO-DEBATE (SP) CONTRA A AGRESSÃO À LÍBIA

COMITÊ INTEGRADO POR FORÇAS PRÓ-"INSURGENTES" DA OTAN É INCAPAZ DE SE OPOR A OFENSIVA MILITAR IMPERIALISTA

Realizou-se na noite deste dia 21, sábado, no ECLA, em São Paulo, o ato-debate sobre a Líbia convocando pelo "Comitê Antiimperialista". Cerca de 70 pessoas compareceram a atividade, incluindo quase uma dezena de correntes políticas (CST, PCO, OT, RC, LO, PCB etc.). A LBI interveio na discussão polemizando acidamente com a posição oportunista do próprio comitê, que se proclama "contra a intervenção imperialista na Líbia", porém é integrado por correntes revisionistas que apóiam histericamente os "insurgentes" pró-OTAN. Não por acaso, em nome desta tal "unidade", desde a CST e os lambertistas de OT, passando pelo PCO e até pelegos sindicais corruptos, todos declararam que se somavam ao ato de rua no dia 04 de junho que está sendo convocado pelo comitê sobre um eixo abstrato voltado a encobrir o fato da Líbia enfrentar uma guerra civil, além do imperialismo bombardear seu território e financiar os "rebeldes" na batalha por terra travada contra o exército nacional. Não por acaso, a proposta da LBI que se apontasse no próprio ato-debate um complemento ao eixo genérico do comitê, para se afirmar categoricamente pela vitória militar da Líbia sobre as tropas da OTAN, foi rechaçada pela coordenação do comitê, um verdadeiro balaio democratizante que busca, sob a fachada da "unidade antiimperialista", limpar a cara daqueles que apóiam os mercenários de Benghazi.

O debate se polarizou quando o camarada Cândido Alvarez, dirigente nacional da LBI, iniciando os debates, interveio questionando o significado daquela unidade pretensamente "antiimperialista" que na verdade estava a serviço de empantanar qualquer ação concreta de luta que se colocasse pela verdadeira defesa da nação oprimida atacada pelas forças piratas das grandes potências capitalistas. Cândido Alvarez explicou que por trás dessa formulação genérica de aparente "ampla unidade" estava encoberta uma política de não se colocar em defesa da frente única militar com o regime de Kadaffi, sem que isto signifique depositar apoio político ao governo nacionalista burguês. Sob o cínico discurso de que não importa em que trincheira militar se postar no conflito e sim que o fundamental seria "condenar a intervenção imperialista", as correntes revisionistas OT, PCO, CST defenderam uma falsa "frente única", inofensiva para melhor traficar sua política vergonhosa de apoio aos "rebeldes" made in CIA.

Quando a coordenação do comitê indicou não discutir a proposta da LBI e propôs adiar a deliberação sobre a questão para a reunião ordinária do dia 26 de maio, recorreu a um pretexto metodológico para, de fato, se opor à posição de vitória militar da Líbia sobre as forças da OTAN, já que o comitê é homogeneizado por grupos que têm uma posição de rechaçar a unidade de ação com Kadaffi, o qual consideram um "ditador sanguinário" que deve ser derrubado pela "revolução árabe" saudada por Obama.

A LBI não se opõe a impulsionar um comitê que tenha diferenças políticas de como defender a Líbia atacada pelo imperialismo e para derrotar os "rebeldes" que as potências capitalistas financiam. Porém, este não é o debate em questão neste pretenso "comitê antiimperialista". Neste fórum definitivamente não está em discussão que melhor tática ou eixo político adotar para lutar contra as forças piratas e seus agentes em solo líbio, já que os revisionistas que integram o comitê e impulsionarão o ato do dia 04 de junho estão do lado oposto da trincheira da luta em defesa do povo líbio atacado, se colocam ao lado dos "rebelados" pró-OTAN, defendendo o "Abaixo Kadaffi", além de reivindicarem "armas para os insurgentes", o que obviamente nos impede por uma questão de princípio de estabelecer qualquer falsa "unidade" com esses verdadeiros agentes da contra-revolução "democrática" na Líbia. Nosso dever como leninistas é desmascará-los vigorosamente como apêndices da Casa Branca que sob a fachada de se opor à "agressão imperialista" visam melhor encobrir sua cínica política de apoio à reação democrática. Não por acaso, todos esses setores saúdam a fantasiosa "revolução árabe".

Foi este combate revolucionário principista que fizemos no ato-debate e faremos na próxima reunião do dia 26, sem capitular à pressão do arco revisionista como fazem certos "inocentes" úteis que balbuciam serem defensores da vitória militar da Líbia, mas ficam "caladinhos" quando se trata de enfrentar as posições contra-revolucionárias da esquerda pequeno-burguesa caudatária da mídia imperialista. Como bolcheviques leninistas, a LBI não participará de nenhum "ato engodo" que sirva para confundir a vanguarda classista em não demonstrar que tão criminoso quanto representa os bombardeios da OTAN, é ainda mais letal para a nação Líbia a marcha ultra-reacionária dos "insurgentes" monarquistas sobre as conquistas do proletariado sob o regime de Kadaffi.

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA

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