A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou nesta quinta-feira que 11 mil vagas foram criadas na indústria no mês de setembro. Segundo o balanço, dos 21 setores analisados, 13 tiveram um desempenho positivo. Os setores que mais cresceram foram os de informática (5,54%) e borracha e plástico (1,79%). Comparado com o mesmo período do ano passado, os empregos cresceram 7,6%.
- O desempenho foi razoável, não foi o campeão, mas também não ficou muito atrás - explicou Paulo Francini, diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos (Depecon) da Fiesp.
Segundo o especialista, não há sinais de que a crise financeira internacional tenha afetado os empregos.
- O emprego não é precursor de crise, é consequência - disse.
Para Francini, as empresas pensam duas vezes antes de contratar e de demitir.
- Quando a crise aperta, a primeira providência é reduzir horas extras. Depois, dão férias. A última alternativa é despedir funcionários. Por hora, o emprego continua sadio e íntegro, sem perspectiva para mudança de quadro - completou.
Segundo o economista, o Brasil "está na crise porque quer". "Não tem necessidade nenhuma disso porque nosso sistema financeiro vai muito bem", afirmou.
Francini criticou as instituições financeiras alegando que algumas das indústrias já sentem a falta de liquidez. "As instituições servem para irrigar a economia, assim, toda sociedade se beneficia disso."