Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Balança comercial reduz o risco-Brasil

Os mercados emergentes devem iniciar a semana com o pé direito, após o desaparecimento dos temores de um escândalo de corrupção no Brasil. A sensação também é de que as taxas de juros continuarão baixas, depois do fraco relatório de emprego nos Estados Unidos. (Leia Mais)

Segunda, 08 de Março de 2004 às 07:35, por: CdB

Os mercados emergentes devem iniciar a semana com o pé direito, após o desaparecimento dos temores de um escândalo de corrupção no Brasil. A sensação também é de que as taxas de juros continuarão baixas, depois do fraco relatório de emprego nos Estados Unidos.

Os sinais de que a crise política no Brasil tende a desaparecer renovaram as expectativas em Wall Street de que o crucial pacote de reformas do governo não será afetado.

Graças a um pacto firmado com os aliados no Congresso na sexta-feira, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desativou a investigação legislativa sobre o escândalo de possíveis manobras ilegais de recursos por parte de um ex-assessor do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Além disso, após a economia norte-americana mostrar sinais de estagnação ao criar apenas 21 mil postos de trabalho em fevereiro, os operadores especulam que o Federal Reserve não subirá os juros no curto prazo.

Os investidores continuam com seu apetite por altos rendimentos e mercados emergentes como o Brasil ainda são uma opção atrativa.

``Isto vai ser bom para os produtos de crédito, incluindo os títulos da dívida emergente'', disse Luis Oganes, estrategista de dívida soberana do J.P. Morgan.

Em troca, a Venezuela será o grande ponto de interrogação da semana, já que os analistas estarão atentos ao desenvolvimento do processo para convocar um referendo contra o presidente Hugo Chávez e aos detalhes de uma troca de dívida, que poderá melhorar o perfil de crédito do país.

Alguns analistas sustentam que os planos para recomprar títulos da dívida, aprovados pelo Parlamento na semana passada, tornam provável que os bônus do país revertam parte das perdas sofridas desde o começo do ano.

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