Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

Baixa renda puxa avanço de 24% do e-commerce no 1º semestre

Famílias de baixa renda foram as principais responsáveis pelo aumento de 24% nas vendas do varejo eletrônico no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, mostrou uma pesquisa da consultoria e-bit.

Terça, 16 de Agosto de 2011 às 20:42, por: CdB

Famílias de baixa renda foram as principais responsáveis pelo aumento de 24% nas vendas do varejo eletrônico no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, mostrou uma pesquisa da consultoria e-bit.E-commerce No acumulado do ano, as empresas de comércio eletrônico obtiveram faturamento de R$8,4 bilhões, frente ao avanço de R$6,8 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior, segundo a pesquisa. De acordo com a pesquisa, 61% dos novos consumidores da Internet nos seis primeiros meses do ano eram de famílias com renda inferior a R$3 mil. No total, o período contou com 4 milhões de usuários que fizeram compras online pela primeira vez. Segundo a consultoria, a previsão é que as vendas sejam ainda maiores na segunda metade do ano, que costuma responder por 55% das vendas anuais. Assim, espera-se faturamento de R$10,3 bilhões de julho a dezembro, o que implicaria em um crescimento de 26% nas vendas fechados do ano sobre as de 2010 --quando o as vendas do setor totalizaram RS$14,8 bilhões. Entre os bens mais consumidos ficaram os eletrodomésticos, seguidos por produtos de informática, a categoria de saúde, beleza e medicamentos e pelo setor de livros e assinaturas de jornais e revistas. A pesquisa também mostrou uma carência de mão-de-obra qualificada para atuar no setor, sendo que a maior dificuldade citada por varejistas para fazer contratações foi o não atendimento das "habilidades necessárias" pelo candidato. Apesar do crescimento das ameaças virtuais, o estudo revelou que 70% dos entrevistados afirmam sentir-se mais seguros comprando na Internet do que há dois anos. Um estudo do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) revelou em junho aumento de 40% no número de notificações de ataques de segurança na Internet brasileira no segundo trimestre. Mesmo com o incremento no sentimento de segurança, ainda observa-se, porém, resistência no uso de serviços bancários online. Segundo o relatório, 26% dos entrevistados afirmaram não fazer uso de serviços de Internet banking, dos quais 58% relataram não se sentir seguros com operações bancárias online. As mulheres sentem-se mais seguras nesse tipo de operação, mesmo conhecendo menos sobre seu funcionamento. A maioria dos entrevistados que afirmou não utilizar o serviço era homem, com maior nível de estudo e renda.

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