A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu mais que o esperado na segunda prévia de janeiro, aliviada pela desaceleração no atacado decorrente de quedas de alimentos e de alguns combustíveis. Os custos no varejo foram um pouco maiores, mas deveram-se sobretudo a fatores sazonais.
O IGP-M subiu 0,28%, ante alta de 0,63% em igual período de dezembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. Analistas estimavam, em média, 0,45%, sendo 0,40% o menor prognóstico.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 0,09% na segunda leitura de janeiro, ante alta de 0,67% na segunda prévia de dezembro. O IPA industrial subiu 0,21%, ante o avanço de 0,58% anterior. O IPA agrícola caiu 0,26%, contra elevação de 0,93% na segunda leitura do mês passado.
As maiores quedas no atacado foram registradas por aves (de 3,78%), óleos combustíveis (de 4,34%), arroz em casca (7,27%), trigo (7,62%) e querosene para motores (6,81%). Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou 0,66%, acima do avanço de 0,51% no período anterior.
A aceleração deveu-se sobretudo a impactos sazonais, como aumento de tarifa de água de esgoto (de 1,94%) e de curso de ensino superior (de 1,67%). Os preços de gasolina e cigarros também pressionaram, com elevações de respectivamente 1,19% e 2,61%, após sofrerem reajustes recentemente.
O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) subiu 0,65%, ante 0,60% na leitura de dezembro. No ano, o IGP-M acumula avanço de 0,28% e nos últimos 12 meses, de 11,75%.