Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Bailarina pobre carioca ganha competição mundial de balé

Por Rui Martins - A história de Mayara Magri é digna de um conto de fadas. Criança pobre do Rio de Janeiro conseguiu o apoio da madrinha Neuma Darsi, do projeto Dançar a Vida. Depois de vencer em Joinville e Cordoba, na Argentina, ela conquistou o primeiro prêmio num dos mais prestigiosos concuros de dança do mundo, o Prix de Lausanne, concorrendo com 43 bailarinas de 19 países, e ganhou uma bolsa de estudos de balé e um contrato numa grande companhia de dança internacional.

Segunda, 07 de Fevereiro de 2011 às 07:45, por: CdB
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A jovem bailarina carioca Mayara Magri venceu, na Suíça, um dos mais prestigiosos concursos de dança do mundo, o Prix de Lausanne, dançando o balé Coppélia. Mayara ganhou também o Prêmio do Público, concedido pelos que acompanharam os dois últimos dias da competição, quando selecionados os finalistas. Mayra concorria com 43 bailarinas de 19 países. Com 16 anos, nascida e criada numa comunidade carente num morro do Rio de Janeiro, Mayara, que dança cinco horas por dia, selecionada numa competição sul-americana na Argentina, ganhou um bolsa de estudos de balé na Europa e terá um contrato numa grande companhia de dança. O sonho de Mayara ser bailarina, ainda menina, parecia impossível, mas se tornou realidade graças ao apoio da "madrinha" Neuma Darzi, idealizadora do projeto Dançar a Vida, que sempre a apoiou e a orientou desde seus primeiros passos no balé. Para vir à Suíça participar do concurso, Mayara precisou disputar e ganhar uma bolsa custeando a viagem e a semana de provas na cidade de Lausanne. Mayara é aluna da Escola de Dança Petite Danse, no Rio de Janeiro, aluna de Patrícia Salgado. Melhor bailarina, no festival de dança de Joinville, Mayara foi a Cordoba, na Argentina, onde foi igualmente premiada. Rui Martins, jornalista, escritor, líder emigrante, correspondente em Genebra.
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