Vinte e seis hospitais de Porto Alegre (RS) estão em alerta por causa de uma bacteria. Nesta quinta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deve se reunir com representantes da área hospitalar para definir um manual de prevenção contra o bacilo Acinetobacter baumanii.
A chefe do Núcleo de Vigilância de Serviços da SMS, Anelise Breier, explica que a bactéria é mais resistente a antibióticos e afeta somente pessoas que já estão doentes.
— Pode causar pneumonia, infecção urinária ou ferida pós-operatória, mas não causa riscos para quem não está doente — diz Teresa. — Estamos identificando casos em pacientes internados em UTIs ou naqueles que passaram por procedimentos cirúrgicos e usaram equipamentos de ventilação para a respiração — afirma.
A bactéria foi detectada há dez anos em outros Estados, mas somente em 2005 houve o primeiro caso em Porto Alegre. Ainda não há um levantamento do número de ocorrências nos hospitais da cidade, mas duas instituições precisaram fechar leitos em janeiro e abril para desinfetar o local.
O coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital de Clínicas, Ricardo Kuchenbecker, afirma que o risco de contaminação ocorre por causa da característica da bactéria. Ela consegue sobreviver de oito a nove semanas em superfícies secas, como cortinas, colchões e camisolas fornecidos pelos hospitais. Assim, uma pessoa que visita um parente internado em algum hospital contaminado poderá carregar a bactéria na sua roupa, por exemplo, e infectar outro paciente.
— Os visitantes devem lavar bem as mãos com água e sabão. Nos hospitais, a higienização deve ser constante — diz Kuchenbecker.