Ao contrário da Argentina, onde em Mar del Plata os tumultos gerados a partir de um protesto contra a presença do presidente norte-americano George W. Bush chegaram a provocar confrontos com policiais e vários feridos, em Brasília apenas um pequeno grupo, com cerca de 50 manifestantes, liderado pelo deputado federal Babá (PSOL-PA), chegou na manhã deste domingo à Granja do Torto. Os ativistas protestam contra a visita do presidente dos EUA, George W. Bush, que irá participar de um churrasco na residência do colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
"Fora Bush", diz a principal faixa do protesto que marca a união entre militantes do PSOL, do PSTU e do PCB. Babá aproveitou para criticar o presidente Lula por ter "a coragem de convidar o presidente Bush para um churrasco".
- Tomara que ele coma uma carne cheia de aftosa para sair daqui com uma doença bem grave - gritava Babá ao megafone.
Ex-militante do PT, expulso por discordar da orientação política da Executiva petista destituída por envolvimento no escândalo do mensalão, Babá ressaltou que as manifestações na Argentina mostraram a revolta da população local contra o "domínio imperialista norte-americano", durante a durante a 4ª Cúpula das Américas.
Pacífica, a manifestação dos brasileiros é acompanhada de longe por homens da Polícia Militar, no maior esquema de segurança já montado na capital do país para a visita de um chefe de Estado.
'Guerrilhazinha'
Ao final do protesto em frente à residência oficial da Granja do Torto, a polícia deteve um dos manifestantes, Wagner Juraci. De acordo com presentes, que já estavam deixando o local, não houve motivo real para a prisão de Juraci, apenas discussão com um policial.
O deputado federal Babá (Psol-PA), que participou do protesto, reclamou da ação da polícia e disse que agiram com truculência quando tentou defender o manifestante.
- O major me disse que se eu quisesse fazer "guerrilhazinha", que fosse fazer em outro lugar - afirmou.