A França se vestiu de azul, nesta terça-feira, para celebrar o Dia da Europa, ao completar um ano do não francês à Constituição Européia, em um referendo que provocou a paralisia do bloco. A França multiplicou as cerimônias para a comemoração deste dia para mostrar às pessoas que o país sempre ocupou e deve continuar ocupando um lugar importante no continente.
Ministra para Assuntos Europeus, Catherine Colonna compareceu no primeiro minuto desta terça-feira ao pé da Torre Eiffel, que durante 24 horas ficará totalmente iluminada de azul, a cor da Europa, e nas primeiras horas desta terça-feira foi à estação central do metrô da capital, que imprimiu bilhetes azuis especiais no lugar dos cor de malva.
Segundo Colonna, há 20 anos a França não organiza tantos atos para comemorar o dia 9 de maio.
- É preciso mostrar que a Europa existe e tem um papel importante na vida dos franceses - insistiu a ministra.
Corais em toda a França cantaram na mesma hora o Hino da Alegria, de Beethoven, que se converteu no tema da Europa. O ministério das Relações Exteriores e a representação da Comissão Européia na capital francesa abriram suas portas à visitação e, em Estrasburgo (leste), sede do Parlamento Europeu, 25 filmes, um para cada país membro da UE, serão exibidos durante o dia.
Além disso, o primeiro-ministro Dominique de Villepin, falará aos estudantes que participam no programa de intercâmbio Erasmus e que foram convidados à Assembléia Nacional. Cinco anos depois do fim da Segunda Guerra, que arrasou a Europa, o então chanceler francês, Robert Schuman, pronunciou um discurso fixando os fundamentos da construção européia.
- A Europa não será reconstruída de repente, e sim com êxitos concretos e se apoiando na solidariedade de todos - destacou Schuman, em 1950, apostando naquela ocasião numa conjunção das produções nacionais de carvão e aço e no fim da rivalidade entre a França e a Alemanha.