Rio de Janeiro, 26 de Março de 2026

Aviões não tinham autorização para mudança de rota, afirma brigadeiro

Terça, 03 de Outubro de 2006 às 06:48, por: CdB

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luis Carlos Bueno, afirmou nesta terça-feira que nenhuma mudança de rota ou de altitude fora autorizada pelos controles de aviação de Brasília ou de Manaus (AM) para os aviões envolvidos no acidente que causou a queda doBoeing 737-800 da empresa Gol, na sexta-feira, dia 29.

- OBoeing tinha um plano de vôo para 37 mil pés de altitude e o jatinho Legacy estava autorizado a voar a 36 mil pés -, explicou Bueno. Somente a perícia das caixas-pretas, acrescentou, poderá esclarecer o que causou o acidente.

Bueno disse ainda que cerca de cem corpos foram localizados na área onde oavião caiu, no norte do Estado de Mato Grosso. Os corpos estariam a um quilômetro de distância do lugar onde os primeiros destroços do Boeinghaviam sido encontrados.

- As dificuldades decorrem do local do acidente. Será preciso abrir novas clareiras na floresta para que resgatemos os corpos. Os seis familiaresde vítimas que sobrevoaram a região perceberam a dificuldade de acesso -, contou.

Uma comissão formada por familiares de vítimas do acidente aéreo foi recebida nesta terça-feira pelo ministro da Defesa, Waldir Pires. Eles pediram transparência e rapidez no processo de resgate e identificação dos corpos.

- A responsabilidade é do Governo, que deveria ter garantido a segurança do espaço aéreo e, agora, poderia nos dar mais informações e ser mais rápido no resgate -, disse o pai de uma das vítimas, João Mendes Rezende, cobrando mais empenho das autoridades. A filha de João Mendes de Rezende, a estudante de medicina Francielle Rezende, de 22 anos, morava em Manaus há três anos e viajava a passeio com três amigas.

O ministro Waldir Pires informou que todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados no trabalho de resgate dos corpos e que, se for necessário, poderá contratar reforços:

- Se percebermos que não é possível fazer um resgateadequado, certamente contrataremos trabalho especializado para fazê-lo, mas não creio que seja o caso ainda -, argumentou o ministro.

O avião da Gol levava 155 passageiros. Os corpos resgatados serão levados para identificação no Instituto Médico Legal de Brasília.

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