Rio de Janeiro, 15 de Fevereiro de 2026

Avião da TAM não poderia ter pousado em Congonhas com um reverso, diz diretor da Anac

Quinta, 06 de Setembro de 2007 às 15:27, por: CdB

O gerente de Padrões de Avaliação de Aeronaves, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Gilberto Schittini, disse nesta quinta-feira que o Aairbus A320 da TAM que explodiu no dia de 17 de julho ao se chocar com o prédio da companhia próximo ao Aeroporto de Congonhas, jamais poderia ter pousado naquele aeroporto com apenas um reverso funcionando.

— Não poderia [o controle aéreo] ter despachado [autorizado o pouso] o avião sem todos os reversos funcionando e operando com pista molhada, ainda mais numa pista curta —, afirmou.

Segundo ele, o A320 até poderia pousar numa pista molhada, desde que fosse mais longa do que a de Congonhas. Sobre a responsabilidade do acidente, o gerente afirmou que não dá para dizer quem é o culpado.

Para o gerente é preciso construir, o mais rápido possível, uma área de escape de pelo menos 150 metros na pista de Congonhas.

— É preciso uma área [de escape], nem que seja de concreto —, disse.

Ele explicou que outros aeroportos dispõem de área de escape de um espécie de concreto capaz de reduzir a velocidade dos aviões. Segundo ele, o concreto é construído de forma a dificultar que o avião deslize, provocando a redução da velocidade.

Schittini é o único a depor hoje na CPI do Apagão Aéreo da Câmara.

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