Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 2026

Avião da FAB leva Renan e sua mulher para descansar no Paraná

Após sua absolvição pelo plenário do Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros , embarcou às 9h50 desta sexta-feira na Base Aérea de Brasília, no avião do FAB (Força Aérea Brasileira), para uma viagem longe de Brasília. Acompanhado de sua mulher Verônica, Renan estava usando uma camisa azul e uma calça clara. Já Verônica vestia jeans.(Leia Mais)

Sexta, 14 de Setembro de 2007 às 09:30, por: CdB

Após sua absolvição pelo plenário do Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros , embarcou às 9h50 desta sexta-feira na Base Aérea de Brasília, no avião do FAB (Força Aérea Brasileira), para uma viagem longe de Brasília. Acompanhado de sua mulher Verônica, Renan estava usando uma camisa azul e uma calça clara. Já Verônica vestia jeans. O local escolhido pelo casal não foi revelado.

O senador pretende voltar na segunda-feira para retomar o trabalho e as reuniões com os líderes partidários. Para alguns interlocutores, ele disse que iria para o Paraná - mas não indicou o destino certo. Resistente à idéia de licença e de folga, Renan deve, segundo alguns aliados, renovar as energias para ter condições de enfrentar a próxima semana --quando o Conselho de Ética do Senado já deve começar a discutir o segundo processo contra o peemedebista.

Para o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), Renan deveria estender o fim de semana por mais cinco dias, totalizando uma semana de descanso. Segundo ele, seria o ideal para deixar "a poeira assentar".

- O Senado precisa se acalmar - afirmou Salgado, um dos mais fiéis integrantes da tropa de choque de Renan.

Já o senador Pedro Simon (PMDB-RS) é mais radical. Ele defende que Renan deixe definitivamente a presidência do Senado e não apenas viaje por um fim de semana. Abatido, o peemedebista gaúcho disse que está "profundamente triste" com o desfecho da votação na qual 40 senadores votaram pela absolvição, 35 pela cassação e seis se abstiveram.

- Ele precisa renunciar. É a terceira vez que um presidente do Senado é alvo de suspeitas, isso não pode acontecer - afirmou ele, numa referência às acusações contra os ex-senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), que morreu em 20 de julho.

De acordo com Simon, o Senado precisa buscar sua redenção, uma vez que a imagem da Casa foi atingida com o resultado da votação do processo contra Renan.

- Sou um velhinho, tenho 77 anos e 55 de vida pública. Posso dizer: foi o momento mais triste da Casa, faz lembrar o fechamento do Congresso e outros [episódios].

A exemplo de Simon, a oposição também cobra publicamente o afastamento de Renan da presidência da Casa. O DEM e o PSDB anunciaram uma ofensiva para dificultar a vida do peemedebista na presidência com o objetivo a forçá-lo a sair do cargo. A interlocutores, Renan já enfatizou que a pressão não será suficiente para forçar sua renúncia ou licença da presidência. O presidente do Senado avalia que já enfrentou a fase mais difícil dos processos a que responde no Conselho de Ética da Casa, por esta razão não vê motivos para atender aos apelos da oposição.

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