Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Aventura espacial aguarda o público na comédia "Síndrome de Chimpanzé"

Uma verdadeira aventura espacial aguarda o público na comédia Síndrome de Chimpanzé, texto e direção de Alex Cassal, nova montagem do grupo carioca Foguetes Maravilha, que estreia dia 9 de agosto, às 21h, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá.

Sexta, 02 de Agosto de 2013 às 09:01, por: CdB
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Uma verdadeira aventura espacial aguarda o público na comédia Síndrome de Chimpanzé
Uma verdadeira aventura espacial aguarda o público na comédia  Síndrome de Chimpanzé, texto e direção de Alex Cassal, nova montagem do grupo carioca Foguetes Maravilha, que estreia dia 9 de agosto, às 21h, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá. Em cena, os atores Felipe Rocha, Renato Linhares e Stella Rabello formam a tripulação de astronautas russos que se vê isolada numa distante estação espacial quando uma catástrofe global extermina a humanidade. Daí por diante, eles têm que administrar os recursos que se esgotam pouco a pouco, tentando manter a lucidez em um cotidiano invadido por delírios e acidentes que ameaçam sua existência. Afinal, um computador neurastênico, algumas plantas, um peixe e um gato são tudo o que restou do planeta Terra. Referências a filmes como Solaris, “A última esperança da Terra, Barbarella2001, uma odisseia no espaço e Planeta dos macacos surgem no espetáculo como reflexos dessa viagem íntima, parte das memórias que formaram e influenciam nosso olhar para o mundo. Síndrome de Chimpanzé  tem nos filmes de ficção científica dos anos 1970 o ponto de partida para uma odisseia através de aspectos que nos tornam humanos – os medos, os desejos, as esperanças, as obsessões.  “O tema da aventura espacial é um pretexto para falar do que nos é próximo – a necessidade que temos do outro, as dificuldades nos relacionamentos, a consciência de que somos mortais. Os astronautas encurralados em uma estação espacial também podem ser vistos como um casal fechado em uma relação que se esgotou. E a própria viagem aos confins do sistema solar é uma viagem íntima, de reconhecimento da própria identidade, com seus limites e possibilidades”, contextualiza o autor e diretor Alex Cassal.

Síndrome de Chimpanzé dá continuidade à pesquisa dos Foguetes Maravilha por uma cena que mescle pesquisa de linguagem e exploração dos códigos teatrais com temas contemporâneos, que dialoguem diretamente com o público. Neste trabalho, trocas de papéis e interpretações múltiplas para criar uma cena em que coexistam apreensão racional e sensorial, cômico e trágico, micro e macrocosmo.

Um espetáculo que busca levar o espectador ao envolvimento e à reflexão. “A peça explora dramaturgicamente a subjetividade da memória, das emoções e dos desejos, propondo que cada espectador faça suas próprias conexões e encontre os fios que vão conduzí-lo através da história. Não como um enigma, mas como uma trajetória que oferece caminhos diversos. É um espetáculo que busca atualizar o nosso olhar sobre as relações que estabelecemos, questionando nossos códigos e estatutos”, destaca o ator Felipe Rocha. Continuando a parceria criativa que já resultou nos espetáculos Ele precisa começar, Ninguém falou que seria fácil e 2histórias, Síndrome de Chimpanzé tem Alex Cassal na direção e dramaturgia, e Felipe Rocha, Renato Linhares e Stella Rabello no elenco. Além disso, conta com o potencial criativo de Aurora dos Campos no cenário, Tomás Ribas na iluminação e Domenico Lancellotti na trilha sonora.

Síndrome de Chimpanzé fica em cartaz até o dia 1 de setembro no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (Rua do Humaitá, 163). Sessões sexta e sábado, às 21h, domingo às 20h. Ingressos a R$ 30. O espetáculo recomendado para maiores de 16 anos.

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