A 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal autorizou, nesta terça-feira, a quebra do sigilo telefônico do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci no inquérito que apura a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. A autorização abrange o período em que Palocci ocupou a residência oficial do Ministério da Fazenda em Brasília.
Palocci foi acusado por Francenildo de freqüentar uma casa alugada por lobistas em Brasília. A partir da denúncia, o extrato bancário do caseiro foi publicado pela revista Época. No inquérito que apura a quebra do sigilo bancário, Antonio Palocci foi indiciado por quatro crimes: quebra de sigilo funcional, quebra de sigilo bancário, prevaricação e denunciação caluniosa.
Segundo Roberto Batochio, advogado de Palocci, o ex-Ministro e candidato a deputado federal está tranqüilo e não se opõe a quebra de sigilo. Batochio criticou a investigação ao dizer que seu cliente já provou ser inocente quando a quebra de sigilo foi assumida pelo ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso.
- Toda a acusação foi para o espaço e, como não há nada contra o ex-ministro, querem vinculá-lo à divulgação pelo caso feita pela imprensa-disse o advogado.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o inquérito policial deve ser concluído na próxima semana, mesmo que os dados telefônicos do ex-ministro ainda não tenham sido encaminhados pela companhia telefônica.
Rio de Janeiro, 30 de Março de 2026
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