Autoridades dos Três Poderes da União defenderam, em evento promovido pela CGU (Controladoria Geral da União), a regulamentação do lobby. Além do ministro da CGU, Jorge Hage, também participaram do Seminário Internacional sobre a Intermediação de Interesses - A regulamentação do Lobby no Brasil o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), juiz Álvaro Ciarlini e o chefe do escritório das Nações Unidas sobre Droga e Crime, Giovanni Quaglia, entre outros.
Todos, sem exceção, defenderam a regulamentação do lobby, sob o argumento de tirar a prática da "obscuridade" e tornar legítima a defesa de interesses "que fazem parte do processo democrático", como afirmou o secretário para assuntos legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.
– A relação entre o setor público e o privado sempre vai existir e o que queremos é o processo de maneira mais transparente possível – afirmou ele.
Haje disse que o lobby deve ser realizado "à luz do dia". "A pior postura é fingir que ela (a prática do lobby) não existe. Porque se não houver regulamentação, o que acontece é o nivelamento por baixo".
– É preciso colocar o crachá no lobista – disse.
Segundo Toffoli, as regras sobre a prática do lobby devem ser definidas pelo Estado para que "o agente público não precise, ele próprio, interpretar se aquela intermediação é legítima ou não".
Assim como ele, o procurador-geral da República também defendeu a regulamentação da prática para que a "atividade licitamente exercida possa se extremar daquela que se realiza nas sombras, muitas vezes ilícitas".