Autoridades judiciais do estado de Nova York negaram, pela segunda vez, um pedido de liberdade condicional em favor de Mak David Chapman, assassino do ex-beatle John Lennon. O veredicto foi anunciado nesta quarta-feira, ao término de uma reunião da Divisão de Liberdade Condicional. Chapman, de acordo com as autoridades, poderá apresentar o pedido de condicional novamente em outubro de 2004. A comissão já havia negado a liberdade condicional a Chapman em 3 de outubro de 2000. Aos 47 anos, Chapman está cumprindo pena mínima de 20 anos - a máxima prevista é a perpétua - na prisão de Attica, no estado de Nova York. Chapman foi condenado depois de confessar ter disparado contra John Lennon em frente ao prédio em que o ex-beatle moravam, em Manhattan, em dezembro de 1980. Segundo as leis do estado de Nova York, Chapman tornou-se elegível para a liberdade condicional depois de ter cumprido 20 anos da pena. Em julho de 2000, em uma entrevista, Chapman declarou: "Acho que a depressão já passou. A doença mental acabou". Depois do assassinato de Lennon, a viúva do ex-beatle, Yoko Ono, tornou-se uma veemente ativista contra o uso de armas de fogo. À época da audiência de outubro de 2000, Yoko escreveu uma carta afirmando sua oposição à concessão de liberdade condicional a Chapman, alegando estar preocupada com a sua segurança e a de seus dois filhos.
Autoridades negam condicional ao assassino de John Lennon
Quarta, 09 de Outubro de 2002 às 21:16, por: CdB