A reação israelense, ao bombardear o sul do Líbano - base física do movimento Hezbollah - foi alvo de questionamento internacional. No Brasil, a embaixada de Israel, ocupada pela diplomata Tzipora Rimon, divulgou sua opinião sobre os fatos.
- Por que Israel reagiu com tanta força contra o Líbano?
- Israel, sem ter provocado, sofreu um ataque em seu território vindo do território libanês. O ataque foi executado pelo Hezbollah, parte do governo do Líbano, contra cidadãos israelenses - civis e militares - em solo soberano de Israel. Nessas circunstâncias, Israel não teve alternativa a não ser defender seu território e cidadãos. Por essa razão, Israel agora está reagindo a um ato de guerra de um estado soberano vizinho. O propósito da operação de Israel tem dois objetivos: o de libertar seus soldados seqüestrados e acabar com a ameaça terrorista em sua fronteira norte. Israel vê o Líbano como responsável pela presente situação e esse país deve aceitar as conseqüências de tais atos.
- Por que Israel está usando força desproporcional?
- A proporção deve ser medida em termos da extensão da ameaça. As ações de Israel resultam não apenas do ataque do Hezbollah e do seqüestro dos dois soldados. A operação militar de Israel também está sendo executada contra a ameaça real e tangível do Hezbollah contra mais de um milhão de civis, na parte norte de Israel. O Hezbollah - uma organização terrorista dedicada à destruição de Israel, que controla a parte sul do Líbano - tem mais de 12 mil mísseis apontados para Israel, sendo que algumas centenas já foram disparadas nos últimos dias. O uso maciço desses mísseis pelo Hezbollah, causando a morte de civis, deixando centenas feridos e promovendo a destruição generalizada, tornam necessárias as ações de Israel. Alguém deveria perguntar: "O que outros países fariam se confrontados com uma ameaça dessa magnitude"?
- Por que Israel não mostrou moderação e usou a diplomacia antes de recorrer à força?
- Israel tem mostrado moderação por mais de seis anos. Em maio de 2000, Israel tomou a difícil decisão política de retirar-se por completo do sul do Líbano, tendo sido obrigado, anos antes, a estabelecer uma zona de segurança na região para prevenir ataques terroristas e lançamento de foguetes em cidades israelenses. O Conselho de Segurança da ONU reconheceu a retirada completa de Israel do sul do Líbano, em total acordância com a Resolução nº425 deste mesmo Conselho. Foi dada ao governo libanês a oportunidade de tomar controle absoluto do sul do Líbano e estabelecer uma fronteira pacífica com Israel. Em vez disso, escolheu sucumbir ao terror ao invés de vencê-lo, e permitiu que o Hezbollah ocupasse as áreas adjacentes à fronteira e acumulasse um vasto arsenal de foguetes e mísseis. Repetidamente, Israel emitiu advertências e pediu à comunidade internacional que forçasse o Líbano a controlar o Hezbollah, remover seus atiradores de posições na fronteira e desmantelar seu crescente armazenamento de mísseis. Tristemente, o Líbano não levou em consideração as demandas da comunidade internacional para que exercesse sua soberania e desarmasse o Hezbollah e, hoje, o povo libanês, infelizmente, sofre com as conseqüências da paralisia de seu governo.