Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Austríacos escolhem novo presidente no domingo

Sábado, 24 de Abril de 2004 às 06:15, por: CdB

 Com as únicas candidaturas da ministra de Assuntos Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, do Partido Popular (ÖVP), e do vice-presidente do Parlamento, o Heinz Fischer, do Partido Social-Democrata (SPÖ), os austríacos vão às urnas neste domingo em eleições presidenciais, às quais o segundo chega com uma pequena vantagem nas pesquisas.

A ausência de outros candidatos simplifica as eleições, nas quais não será necessária a realização de um segundo turno para definir o oitavo presidente federal da II República da Áustria, cargo ocupado pela primeira vez pelo social-democrata Karl Renner em 1945, após a Segunda Guerra Mundial.

Os dois partidos menores, o Verde (GA) e o Liberdade da Áustria (FPÖ), decidiram não apresentar candidatos próprios. Assim, a disputa será definida entre os candidatos dos dois grandes partidos do país, ÖVP, atualmente no governo, e o SPÖ, de oposição.

AS últimas pesquisas mostram que a disputa pelo cargo de chefe de Estado será acirrada. O social-democrata Fischer ainda tem leve vantagem, depois de Benita Ferrero-Waldner conseguir, nas últimas semanas, diminuir a diferença que a separava de seu adversário.

Se conseguir vencer, a ministra de Exteriores será a primeira mulher a assumir a presidência da Áustria e a líder de Estado mais jovem da história.

A chefa da diplomacia austríaca utilizou habilmente sua condição de mulher durante a campanha para tentar ganhar o voto feminino e insistiu em ressaltar sua experiência internacional como embaixadora, chefa de protocolo das Nações Unidas e ministra.

Ela assumiu o apelido de "leoa", dado pela imprensa local por sua defesa da Áustria e do governo quando, no ano 2000, o país enfrentou sanções da União Européia devido à entrada na coalizão do Executivo do polêmico Partido da Liberdade, do ultranacionalista Joerg Haider.

Fischer, por sua parte, conta com uma sólida reputação entre o eleitorado devido a sua gestão moderada ao longo de doze anos (1990-2002) como presidente do Parlamento. Trata-se do segundo cargo mais importante do Estado, pois seu ocupante substitui o chefe do governo em caso de afastamento deste.

A campanha eleitoral mostrou, no entanto, que praticamente não existem diferenças de programa entre os dois candidatos e que a escolha acabará sendo uma questão de simpatia pessoal ou de proximidade a um dos dois grandes partidos.

Fischer conta com o respaldo do Partido Verde, cujos dirigentes pediram expressamente o voto para o candidato social-democrata.

Benita Ferrero Waldner, por sua vez, é apoiada pelo Partido da Liberdade, embora não se saiba se o aberto respaldo a ela declarado ontem à noite publicamente por Joerg Haider acabará sendo positivo ou prejudicial.

O novo presidente austríaco, cargo fundamentalmente representativo e com funções muito limitadas, sucederá em julho Thomas Klestil, que está no final de dois mandatos de seis anos.

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