Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Austrália não pretende ceder à ameaça de ataques

Domingo, 25 de Julho de 2004 às 23:24, por: CdB

A Austrália não vai ceder às ameaças de ataque feitas por um grupo que afirma ser o braço europeu da Al-Qaeda, mas está analisando o alerta seriamente, disse o ministro das Relações Exteriores, Alexander Downer, no último domingo.

Um comunicado divulgado em um website pelo grupo islâmico Tawhid ameaçava a Itália e a Austrália com ataques, caso os países não retirassem suas tropas do Iraque. Downer afirmou que a ameaça foi feita por um grupo que não conhece o governo australiano.

- Mas essa é uma ameaça, está na internet. Vamos levá-la a sério. Essa ameaça nos lembra de que temos de estar absolutamente determinados em face às ameaças de terroristas, para garantir que não nos rendamos a elas - disse ele ao programa "Sunday', da rede de televisão Nine Network.

Na última quarta-feira, o grupo ameaçou a Bulgária e a Polônia com ataques se as nações não deixassem o Iraque.

- Povo australiano, se seu governo se recusar a se retirar e a nos dar uma resposta, vamos fazer tremer o chão abaixo de seus pés da mesma forma que fizemos na Indonésia. Siga o caminho das Filipinas e da Espanha. Esse é o caminho correto que garante uma vida segura - disse o grupo em sua última ameaça.

Para Downer, a retirada das tropas espanholas e a decisão filipina de enviar seus soldados para casa a fim de salvar a vida de um refém filipino incentivaram os terroristas a continuar fazendo ameaças.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, é um leal partidário da guerra contra o terror liderada pelos Estados Unidos. Ele defendeu a decisão do governo de enviar tropas à guerra no Iraque após reportagens criticarem os serviços de inteligência.

Howard defende com veemência que os 850 soldados australianos vão permanecer na região do Iraque o tempo necessário. Uma pesquisa revelou que dois terços dos australianos apóiam sua posição.

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