Austrália e Grã-Bretanha alertaram nesta segunda-feira que militantes atacarão em breve a Arábia Saudita. Os Estados Unidos fecharam por dois dias suas representações no maior exportador de petróleo do mundo devido à ameaça.
A Arábia Saudita - que enfrenta uma campanha de violência conduzida por simpatizantes do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden - afirmou que não tinha informações sólidas sobre qualquer ataque iminente.
O Departamento de Assuntos Estrangeiros da Austrália disse que seus cidadãos deveriam evitar viagens ao reino, porque militantes podem estar planejando ataques a condomínios residenciais.
- Recebemos relatos confiáveis de que terroristas estão planejando ataques na Arábia Saudita em um futuro próximo - disse o departamento em seu site.
A Grã-Bretanha também informou ter "dados confiáveis" de que militantes planejam ataques e alertou seus cidadãos a ficarem em nível máximo de atenção.
Os alertas acontecem um dia depois de a embaixada dos EUA em Riad ter dito que todas as missões diplomáticas norte-americanas ficarão fechadas nos dias 8 e 9 de agosto, em resposta a ameaças contra prédios do país.
Um comunicado mencionou ainda "preocupações de segurança na região, incluindo para embarcações viajando pelo sul do mar Vermelho".
Homens-bomba atingiram diversos condomínios de estrangeiros no reino e militantes chegaram a tomar o consulado dos EUA em Jeddah. Pelo menos 91 estrangeiros e civis sauditas morreram em incidentes violentos.