O governo australiano concedeu nesta sexta-feira as primeiras licenças que permitem que empresas do país façam experiências com embriões humanos criados por tratamentos de fertilização artificial.
O Conselho de Pesquisa Médica e Saúde Nacional concedeu as licenças às empresas de fertilização Melbourne IVF e Sydney IVF, sob critérios muito restritos, segundo a agência governamental.
Na Austrália, há cerca de 70 mil embriões criados através de tratamentos de fertilização que não foram utilizados e poderão ser usados para a pesquisa, o que deve contar com a autorização dos casais doadores.
A Sydney IVF adiantou que utilizará os embriões para pesquisar o metabolismo embrionário e destinará células-tronco embrionárias para pesquisas médicas.
A legislação australiana que regula a pesquisa relativa às células-tronco embrionárias foi aprovada em agosto de 2002 e não inclui pesquisas sobre a clonagem de seres humanos. O governo de Canberra, que tinha proposto uma lei conjunta para proibir ou permitir ambas as ações, clonar e fazer experimentos com células-tronco de embriões humanos, decidiu finalmente legislar ambos os aspectos de forma independente.
As alegações de especialistas e de pessoas que sofrem de doenças que podem encontrar uma cura nas células-tronco embrionárias convenceram o Executivo e o Parlamento em tal sentido.