Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Austrália admite estar no Iraque por causa do petróleo

Quinta, 05 de Julho de 2007 às 08:53, por: CdB

A Austrália admitiu, pela primeira vez, que um dos motivos pelos quais se envolveu na guerra do Iraque foi para "garantir petróleo".

A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Brendan Nelson, que disse que manter "fontes de segurança" no Oriente Médio era uma prioridade para o governo do país.

A Austrália foi um dos aliados dos Estados Unidos na ofensiva contra o Iraque em 2003 e ainda mantém 1.500 soldados na região.

— O que estamos divulgando hoje determina muitas prioridades para a defesa da Austrália, e a segurança é uma delas. Obviamente, o Oriente Médio, não apenas o Iraque, mas a região inteira é um importante fornecedor de energia, de petróleo principalmente, para o resto do mundo —, afirmou Nelson.

O ministro da Defesa ponderou, no entanto, que por mais que a questão energética tivesse influenciado na decisão de participar da guerra, a principal razão para que as tropas australianas ainda estejam no Iraque é para impedir que a "crise humanitária" piore.

Mentiras

Críticos do governo vêm acusando o primeiro-ministro australiano, John Howard, de falar mentiras sobre o Iraque.

Segundo políticos da oposição, o premiê teria insistido em 2003, ano da invasão, que a campanha para derrubar Saddam Hussein do poder nada tinha a ver com o interesse no petróleo.

Grupos de protesto contra a guerra disseram que a declaração de governo australiano prova que "a invasão liderada pelos Estados Unidos foi motivada mais pelo desejo de ter petróleo do que por uma tentativa genuína de impedir a proliferação das armas de destruição em massa".

Os ministros australianos rejeitaram as críticas e voltaram a dizer que vão manter o compromisso de ajudar os Estados Unidos a estabilizar o Iraque e a combater o terrorismo.

Eles ainda ressaltaram que não haverá nenhuma "retirada prematura" das forças australianas da região.
 

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