Autoridades japonesas procuraram nesta sexta-feira afastar as especulações de que o país diminua sua intervenção nos mercados de câmbio, enfatizando que irão agir quando acharem necessário.
Crescentes especulações de que as intervenções parem levaram a um salto de 5 por cento do iene contra o dólar nas duas últimas semanas, aproximando a moeda do maior patamar em três anos e meio alcançado na semana passada.
As especulações aumentaram após o ministro das Finanças, Sadakasu Tanigaki, afirmaram na quinta-feira que o Japão irá agir no mercado apenas quando for necessário.
- Nós vamos intervir quando for necessário e não vamos quando não for necessário - afirmou.
Nesta sexta-feira, ele acrescentou que ^se os mercados de câmbio estiverem estáveis e refletirem os fundamentos, não precisaremos intervir^
- Nossa política básica é a mesma de antes, de que vamos agir apropriadamente quando os movimentos do câmbio não estiverem refletindo os fundamentos - continuou.
Preocupações sobre os altos déficits em conta corrente e orçamentário dos Estados Unidos e com os riscos geopolíticos globais pressionam o dólar e operadores dizem que a moeda norte-americana pode cair mais sem a intervenção japonesa.
Somando-se às especulações de uma mudança na política de intervenção do Japão, o diário Mainichi Shimbun publicou nesta sexta-feira que o governo pretende reduzir sua ação devido aos sinais de recuperação econômica.
O vice-ministro das Finanças para assuntos internacionais, Zembei Mizoguchi, preferiu não comentar a notícia, dizendo apenas que ^vamos monitorar a situação e tomar a ação apropriada^.