O governo argentino anunciou um aumento do salário-mínimo que chegará até a 50% no fim do ano. Há dez anos o mínimo estava congelado no país. A partir deste mês, passará de 200 para 250 pesos. Entre agosto e dezembro próximos, o salário-mínimo aumentará 10 pesos por mês, fechando o ano em 300 pesos.
O valor da aposentadoria mínima também será elevado em 10%, chegando a 220 pesos, medida que beneficiará 1,5 milhão de pessoas.
- Recuperaremos uma instituição (o salário-mínimo) que há dez anos estava abandonada - disse o Ministro do Trabalho, Carlos Tomada.
Após a divulgação das medidas, o presidente disse em discurso na Bolsa de Valores de Buenos Aires, no primeiro encontro formal entre Kirchner e representantes do mercado, que a Argentina precisa de empresários comprometidos com a realidade social.
- Queremos homens de negócios que favoreçam o desenvolvimento humano, e não empresários alheios à crise, à fome, à falta de educação e saúde - disse o presidente, que pediu a construção de um sistema financeiro comprometido com a recuperação do país, e não com a especulação.
Aumento do salário mínimo pode chegar a 50% na Argentina
Quinta, 10 de Julho de 2003 às 21:25, por: CdB