Os aumentos das tarifas administradas pelo governo - de telefonia, energia e pedágio - vão provocar estragos no orçamento da família. O preço da cesta básica vai aumentar e o custo de vida, piorar já neste e no próximo mês. Economistas da Fundação Getúlio Vargas prevêem um repique na inflação - ainda não se sabe quanto - mas, uma coisa é certa: a classe média pagará a conta. O "tarifaço" caiu na cabeça do consumidor como uma ducha fria. Os aumentos esfriaram e a euforia da queda de preços, ao que tudo indica, está com os dias contados. Somente o pedágio e a telefonia devem pesar e elevar o custo de vida em pelo menos 1%. O que é muito, comparado aos últimos índices de deflação. - Os aumentos das tarifas terão um impacto direto e nocivo sobre o custo de vida - diz Cândido Ferreira da Silva, professor de Economia da PUC-Campinas. Sobretudo para as famílias que dependem do telefone ou precisam pagar pedágios para poder trabalhar ou fazer negócios em outras cidades da região. O custo do frete do transporte rodoviário é o outro rombo na cadeia produtiva. Vai provocar aumento do custo da produção. Se serão repassados para o consumidor, ninguém arrisca dizer. - Não há demanda que sustente estes aumentos. O consumidor não tem condições de absorver estes custos. A reposição de compra dos assalariados está muito aquém de qualquer índice de inflação - explica o economista. As tarifas de água, energia, gás de cozinha e passagem de ônibus urbano, juntas, respondem por um terço do custo da cesta básica. Estas sofreram os maiores aumentos - quase o dobro dependendo do item - em relação aos índices oficiais da inflação, segundo levantamento feito pelo economista na cidade de Campinas.
Aumento das tarifas vai pesar no custo de vida da classe média
Os aumentos das tarifas administradas pelo governo - de telefonia, energia e pedágio - vão provocar estragos no orçamento da família. O preço da cesta básica vai aumentar e o custo de vida, piorar já neste e no próximo mês. (Leia Mais)
Segunda, 07 de Julho de 2003 às 09:57, por: CdB