O aumento das tarifas autorizado esta quinta-feira pela Aneel deve variar de acordo com o tipo de consumidor, se residencial, comercial ou industrial. Essa variação deve-se ao fato de o governo ter decidido no início de abril eliminar gradualmente os subsídios cruzados nas tarifas de energia. Assim, o consumidor que recebe energia em baixa tensão, como as residências e pequenos comércios, terão um reajuste menor do que o aplicado para os consumidores de alta tensão, como as grandes indústrias. Os reajustes serão os seguintes: AES Sul: 14,46% para baixa tensão e variando de 17,24% a 21,73% para os grandes consumidores; RGE: 25,49% para residências e comércios e de 29,11% a 30,15% para grandes indústrias; Coelce: 30,62% para residências e de 31,56% a 36,76% para indústrias; Cosern: 10,38% para baixa tensão e de 11,65% a 13,98% para alta tensão; Coelba: 28,11% para baixa tensão e de 29,38% a 32,01% para alta tensão e Energipe: 28,30% para residências e de 30,34% a 30,96% para indústrias. Fator X A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou no início da tarde desta quinta-feira os porcentuais do Fator X de seis distribuidoras. O Fator X é um mecanismo que permite o repasse para as tarifas dos ganhos obtidos pelas empresas. Ele serve para reduzir o índice de correção das tarifas, o IGPM. A Aneel define o Fator X no momento da revisão tarifária, mas ele é aplicado somente no reajuste anual das tarifas, que deverá acontecer dentro de um ano. De acordo com a Aneel, o reajuste das tarifas da AES Sul, do Rio Grande do Sul, poderá ser reduzido em 1,82% no próximo ano. O Fator X da RGE é de 1,72%, da Coelce (1,47%), da Cosern (1,78%), Coelba (1,10%) e da Energipe (1,40%). A Aneel esclarece, no entanto, que os valores do Fator X ainda poderão ser ajustados de acordo com a avaliação que as empresas obtiverem dos consumidores na pesquisa anual realizada pela Agência sobre a prestação do serviço de distribuição de energia. O Fator X também poderá ser alterado em decorrência de uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que determinou que a correção dos custos das distribuidoras com mão de obra não sejam corrigidos mais pelo IGPM.
Aumento da tarifa elétrica varia de acordo com tensão da linha
Quinta, 17 de Abril de 2003 às 10:57, por: CdB