As autoridades policiais registraram no último ano um forte aumento da prostituição de adolescentes nas cidades americanas, segundo informa em sua próxima edição a revista Newsweek.
As autoridades policiais e os serviços de assistência social que trabalham com adolescentes indicaram que estão "cada vez mais alarmados pela tendência: meninos e meninas estão se prostituindo cada vez mais jovens e, segundo a polícia federal americana (FBI), a idade média dos novos no ramo é de 13 anos".
Normalmente os adolescentes envolvidos em prostituição são meninos ou meninas que fugiram de casa, imigrantes ilegais e crianças de áreas urbanas pobres. Entretanto, especialistas assinalam que há um número crescente de jovens de classe média.
"Se comparamos com dados de três anos atrás, observamos um aumento de 70% de jovens que provêm de classe média e classe média alta, muitos dos quais não sofreram abuso mental, sexual ou físico", disse à revista Frank Barnaba, do programa Paul and Lisa, que trabalha com o governo acompanhando menores de idade explorados sexualmente.
"Os defensores das crianças ficam preocupados especialmente porque os aliciadores agora estão buscando com mais freqüência os jovens nos shoppings locais, um lugar que muitos pais e mães consideram seguro para que seus filhos e filhas se reúnam depois da escola ou durante os fins de semana", indicou a revista.
"Há dez anos isto não acontecia", disse Bob Flores, quem coordena o Escritório do Departamento de Justiça para Justiça Juvenil e Prevenção da Delinqüência. "Agora vemos meninos e meninas em quase todas as cidades grandes e subúrbios de todo o país se prostituindo", acrescentou.
Stacey, codinome utilizado pela revista, é uma adolescente de 17 anos que freqüenta o grande centro comercial Mall of América, em Minnesota. A jovem declarou que "potencialmente, o bom do sexo é que é um pequeno preço a se pagar pela liberdade de gastar o dinheiro no que quiser".
Stacey contou que há um ano um homem se aproximou no centro comercial dizendo que era bonita e perguntando se podia lhe comprar algumas roupas. Stacey aceitou e nessa noite foi para casa com US$ 250.
Inicialmente, Stacey, que vive com os pais em um bairro nobre, recebia para ficar nua diante de homens em hotéis, mas depois passou a atividades mais íntimas.
A menina, de acordo com a Newsweek, publicou anúncios em um serviço de números telefônicos, oferecendo "a homens ricos e generosos uma noite de diversão" por US$ 400.
O FBI, acrescenta o artigo, identificou 13 cidades, entre elas Los Angeles, Las Vegas, Nova York, Chicago, Miami, Mineápolis e Dalas, como sendo os locais de maior incidência de prostituição juvenil.