O assassinato de um norte-americano pode render o equivalente a 5.000 dólares para um iraquiano, quatro vezes mais do que a cifra anterior, o que, segundo o um comandante norte-americano no país, seria um sinal de desespero das guerrilhas.
— Fala-se que o prêmio pelos ataques contra as forças dos EUA quadruplicou — afirmou o major-general Ray Odierno, na quinta-feira, durante uma entrevista coletiva concedida em Tikrit (cidade natal do ex-ditador Saddam Hussein).
Algumas semanas atrás, pagavam-se 250 dólares por um ataque e 1.000 dólares por um ataque "bem-sucedido".
— Acreditamos agora que os preços subiram para 1.000 dólares e 5.000 dólares respectivamente nesta região — afirmou Odierno.
Oficiais norte-americanos acusam membros de médio escalão do Partido Baath (de Saddam) e da milícia Fedayeen de custearem e armarem os jovens que resistem à ocupação norte-americana do Iraque.
O major-general, comandante da 4ª Divisão de Infantaria, disse que a opção de investir agressivamente contra os comandantes dessas organizações começava a dar frutos, já que agora um número menor de iraquianos parecia disposto a assumir riscos e enfrentar os norte-americanos. Como resultado, os prêmios aumentaram.
— Interpreto isso como um ato de desespero — afirmou. O militar disse ainda não acreditar que essa campanha estivesse sendo coordenada por Saddam, por cuja cabeça os EUA oferecem uma recompensa de 25 milhões de dólares.
Nas últimas semanas, na área de operações da 4ª Divisão de Infantaria, o "triângulo sunita" ao norte de Bagdá (capital), uma região tradicionalmente pró-Saddam, centenas de pessoas foram detidas e várias foram mortas.
Nas últimas 24 horas, 49 suspeitos foram capturados, entre os quais um homem acusado de ser um dos líderes da milícia Fedayeen em Tikrit.