Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Aumenta o volume de agentes do efeito estufa na atmosfera

O aumento de dióxido de carbono na atmosfera acelerou no ano passado, disse, nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Quarta, 25 de Fevereiro de 2009 às 11:36, por: CdB

O aumento de dióxido de carbono na atmosfera acelerou no ano passado, disse à agência inglesa de notícias Reuters, nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Os novos dados podem abalar a esperança de que a desaceleração da indústria e a diminuição das emissões de carbono, que começaram no fim do ano passado, pudessem temporariamente adiar a mudança climática.

Alguns analistas esperavam que a recessão desse alguma margem para que o mundo revertesse o impacto sofrido pelo clima. Os novos dados da NOAA (sigla em inglês para a agência dos EUA que monitora oceanos e atmosfera) mostram que os níveis de dióxido de carbono registraram aceleração leve no ano passado.

– Para nós vermos (o impacto) na atmosfera, precisaríamos de uma forte queda das emissões, mas isso não aconteceu ainda e isso está muito claro a partir desses dados – disse Thomas Conway, cientista da área de clima da NOAA que ajudou a compilar os números.

Com a recessão, a emissão de gases-estufa pelos países desenvolvidos vai cair cerca de 2% neste ano, estimam alguns analistas. O efeito poderia ser muito maior se o mundo entrasse em uma crise mais ampla ou em uma depressão.

– Se a mudança nas emissões é apenas um pequeno percentual, nós não vamos ver isso na atmosfera – disse Conway, explicando que processos naturais, como a captura de dióxido de carbono por florestas e oceanos, mascaram pequenas mudanças nas emissões humanas, pelo menos no curto prazo.

As emissões devem continuar a crescer na China, tida por analistas como a maior emissora de carbono do mundo. O nível de dióxido de carbono no ano passado atingiu a média global de 384,9 partes por milhão (ppm) na atmosfera, 2,2 ppm a mais que em 2007. No ano anterior, a alta havia sido de 1,8 ppm, de acordo com os dados da NOAA. Os acréscimos anuais vinham sendo maiores na última década em comparação com os registrados nos anos 1980 e 1990, disse Conway.

A aceleração é devida principalmente ao aumento nas emissões, acrescentou, mas também pode dar apoio à hipótese de que os oceanos, que atualmente capturam grande parte do carbono emitido pelos humanos, estariam ficando saturados.

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