A polícia israelense matou um árabe-israelense durante um tiroteio e um míssil Qassam lançado de Gaza feriu um colono judeu, elevando a tensão na região nesta segunda-feira após o assassinato de um líder do grupo Hamas.
A polícia disse que dois árabes-israelenses armados atacaram um veículo de patrulha no norte de Israel no final de domingo. ``Os policiais pararam, saíram do veículo e dispararam de volta, atingindo os terroristas'', declarou o chefe policial Yaacov Borovsky à Rádio do Exército. A polícia disse que um dos homens foi morto e o outro ficou ferido.
O tiroteio, 24 horas depois de Israel matar o líder do Hamas Abdel-Aziz al-Rantissi, em um ataque de mísseis disparados por um helicóptero em Gaza, foi uma rara ocasião de uso de armas por árabes-israelenses desde o início do atual levante palestino, em setembro de 2000.
Membros da comunidade - cerca de 20% dos israelenses são árabes - têm sido mais simpáticos à causa palestina, mas raramente participam de ações militantes.
Na Faixa de Gaza, militantes palestinos dispararam quatro foguetes Qassam, ferindo um colono no assentamento de Nissanit, disse o Exército de Israel. Os outros três foguetes caíram dentro de Israel, mas não causaram danos ou vítimas.
Dezenas de foguetes foram disparados a partir de Gaza contra assentamentos judaicos, postos do Exército e cidades israelenses nos últimos três anos de violência. Em geral, eles não causam vítimas, por não terem pontaria.
No dia em que Israel relembra os seis milhões de judeus mortos no Holocausto nazista, a polícia está em estado de alerta elevado devido às ``100 retaliações'' que o Hamas prometeu depois da morte de Rantissi. Centenas de milhares de palestinos participaram do enterro no final de domingo.
O primeiro-ministro Ariel Sharon disse ao seu gabinete que a eliminação de Rantissi é parte de uma estratégia de retirada de Gaza, ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, de 1967.
Após o encontro, ministros prometeram apoiar o plano de retirada endossado pelos Estados Unidos.
Em segredo, o Hamas designou um substituto para Rantissi - segundo líder do grupo militante assassinado por Israel em menos de um mês. O líder espiritual do Hamas, Ahmed Yassin, foi morto em 22 de março em um ataque com mísseis.
O assassinato de Rantissi aumentou a ira palestina, já elevada devido à declaração do presidente dos EUA, George W. Bush, na semana passada, apoiando a proposta de ``separação'' de Sharon.