Quase 52 mil pessoas - entre elas 506 brasileiros - assinaram um pedido de renúncia do presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz.
O abaixo-assinado foi entregue ontem a altos funcionários do banco, durante protesto organizado pela ONG Avaaz na porta do banco, em Washington (EUA).
"A atuação polêmica de Wolfowitz comprometeu a eficiência do banco e a capacidade da instituição de levantar recursos", disse Galit Gun, responsável por campanhas da Avaaz.
Enquanto um pequeno grupo de manifestantes protestava com faixas onde se lia "Renuncie Wolfowitz", o conselho de administração do banco continuava aguardando a resposta de seu presidente.
Favorecimento
No relatório, o comitê de 24 integrantes decidiu que Wolfowitz é culpado de favorecer sua namorada, Shaha Riza, ao promovê-la a um cargo com salário milionário, tendo havido um conflito de interesses.
Espera-se que Wolfowitz apresente sua defesa até sexta-feira (11), dia em que o comitê se reunirá para apresentar suas recomendações. O comitê pode pedir sua renúncia ou fazer uma advertência grave.
Shaha Riza era funcionária do Banco Mundial e foi transferida ao Departamento de Estado em setembro de 2005, logo depois de Wolfowitz assumir a presidência do Bird. Nessa transição, ganhou um aumento de US$ 61 mil (mais de 40%).
Nesta quarta-feira, a Casa Branca tentou dissipar rumores de que estaria deixando de dar apoio a Wolfowitz e pediu mais tempo para o americano se defender.