A popularidade do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, aumentou depois da viagem que realizou no último sábado a Pyongyang para reunir-se com o líder norte-coreano, Kim Jong Il, segundo várias pesquisas publicadas, no último domingo, pela imprensa.
Segundo o jornal 'Mainichi', 58 por cento dos entrevistados apóia o governo de Koizumi, enquanto que há dez dias, na pesquisa anterior, o apoio era de 47 por cento.
Segundo o jornal 'Asahi', o aumento de popularidade do executivo no mesmo período de tempo foi de 9 pontos, até chegar a 54 por cento.
O jornal 'Yomiuri', de forte tendência conservadora, mostra uma queda de 5 pontos, mas destaca que a comparação de suas duas últimas enquetes não é válida, já que foram realizadas com diferentes métodos.
Em sua viagem à Coréia do Norte, Junichiro Koizumi fez com que o líder do regime comunista desse país, Kim Jong Il, permitisse a saída a Tóquio de cinco filhos de quatro japoneses repatriados que espiões do regime comunista seqüestraram há três décadas.
Os familiares viajaram para o Japão ao mesmo tempo que o governante, em um avião do governo japonês.
A imprensa qualificou 'de êxito parcial' a viagem, já que Koizumi não conseguiu resolver a situação de duas filhas e do marido de outra repatriada que sofreu um seqüestro similar, e também não pôde obter informação sobre outros dez desaparecidos japoneses, cujas famílias acreditam que ainda seguem vivos.
Segundo a pesquisa do 'Asahi', 67 por cento dos japoneses consideram positiva a gestão do primeiro-ministro sobre este disputada.
De acordo com a pesquisa do 'Yomiuri', o apoio popular caiu para 63 por cento, e a do 'Mainichi', para 62 por cento.
Por outro lado, a feita pelos três jornais de mais tiragem do país mostra o descontentamento pela ajuda humanitária, alimentos e remédios que Koizumi ofereceu à Coréia do Norte.
Segundo o 'Mainichi', 72 por cento dos entrevistados consideram que a ajuda ao regime de Kim Jong Il deveria ser mínima, e apenas oito por cento mostraram um forte apoio à medida.
O 'Asahi' contabilizou 61 por cento de opiniões negativas neste sentido, e o Yomiuri, 56 por cento.
A popularidade do primeiro-ministro japonês tinha se visto seriamente prejudicada depois da crise dos reféns no Iraque e pela perseguição que receberam em sua volta os japoneses que estiveram ali seqüestrados por elementos rebeldes árabes.
Além disso, na última semana, alguns minutos depois que Koizumi anunciasse sua viagem a Pyongyang, se revelou que ele também estava envolvido no escândalo das pensões, ao não pagar as cotas durante sete anos.
Aumenta a popularidade de premier japonês
Segunda, 24 de Maio de 2004 às 01:49, por: CdB