Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Aumenta a confiança do brasileiro na economia, mas empresários destoam

Terça, 27 de Janeiro de 2009 às 10:28, por: CdB

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), aumentou 3,0% de dezembro para janeiro, passando de 97,4 para 100,3 pontos. De acordo com a FGV, o ritmo de alta foi superior ao verificado em períodos semelhantes nos últimos três anos, quando o índice havia subido em média 1,6%. O índice é composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor.

Apesar da evolução considerada “relativamente favorável” pela FGV, a nota divulgada hoje (27) destaca que o índice ainda está em um patamar baixo em termos históricos. A confiança do consumidor em dezembro de 2008 sofreu uma redução de 14,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Além disso, no bimestre dezembro-janeiro, o ICC acumulou variação de 3,5%, abaixo da média de 4,2% verificada no mesmo período dos três anos anteriores. Já no bimestre outubro-novembro, o índice havia recuado 14% contra uma média de crescimento de 4,6% registrada nos anos anteriores.

A avaliação do consumidor sobre a situação presente seguiu a tendência de melhoria experimentada pelo ICC, registrando 106,1 pontos, com crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior, quando o índice ficou em 104,8 pontos.

Já a expectativa para o futuro (Índice de Expectativas) evoluiu “favoravelmente”, segundo o levantamento da FGV, atingindo 97,3 pontos em janeiro, depois de registrar em dezembro 93,5 pontos, o pior resultado da série histórica, iniciada em setembro de 2005. Em janeiro, a parcela dos que prevêem melhora elevou-se de 18,3% para 22,5% do total. Por outro lado, a proporção dos que esperam piora da situação reduziu-se de 36,3% para 28,1%.

Ainda segundo o estudo, o quesito que mede a intenção de compra de bens duráveis manteve a tendência de desaceleração, registrando o menor resultado desde o início da série histórica. Entre dezembro e janeiro, a proporção de consumidores que planejam gastar mais com duráveis recuou de 14,0% para 11,0%. Já a parcela dos que pretendem gastar menos aumentou de 34,5% para 35,9%.

A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita a partir de uma amostra de mais de 2.000 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.A coleta dos dados foi realizada entre os dias 2 e 22 de janeiro.

Pessimismo

A crise financeira mundial já mudou a expectativa dos empresários. De acordo com a Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, divulgada na véspera, somente 36% dos empresários esperam aumento do faturamento em sua empresa no primeiro trimestre do ano. É o menor percentual já registrado desde 2006. No ano passado, os otimistas eram 61%. Em 2007, 53% aguardavam crescimento, contra 47% de 2006. Para o primeiro trimestre do ano, 35% esperam estabilidade e 29% apostam em queda do faturamento.

A indústria é o setor menos otimista em relação ao faturamento no primeiro trimestre de 2009. Apenas 30% dos empresários esperam elevação do faturamento, seguidos pelo setor de serviços e do comércio (ambos 38%). As empresas da região Norte são as menos otimistas: 32% esperam aumento. O Centro-Oeste é a região mais otimista, 39% apostam em alta, seguidas por Nordeste, Sul (ambas 37%) e Sudeste (35%).

Os empresários (64%) apostam ainda na alta do endividamento da população, em todo o país, no 1º trimestre. As instituições financeiras e o comércio são os setores que mais acreditam em aumento do endividamento, 71% e 67%, respectivamente, seguidos pelo setor de serviços e indústria (ambos 61%). Para o primeiro trimestre de 2009, todas as regiões esperam alta do endividamento: Sudeste (66%), Nordeste (62%), Sul (61%), Norte (60%) e Centro-Oeste (59%).

A pesquisa da Serasa Experian foi realizada de 5 a 9 de janeiro de 2009 com 1.024 executivos (presidentes, diretores e economistas-chefes) das empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras do país.

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