Pinochet foi o líder de um golpe militar que derrubou o então presidente eleito, Salvador Allende, em 1973, ficando no poder por 17 anos. Mais de 3 mil pessoas foram mortas durante o seu governo. No momento, o general está sendo processado em dois casos, por violação de direitos humanos e evasão fiscal.
Na semana passada, Pinochet emitiu uma nota na qual aceitou a responsabilidade política de tudo o que ocorreu no Chile enquanto ele estava no poder, mas defendeu suas ações dizendo que tinha tomado suas decisões para defender o Chile, argumentando que a derrubada de Allende era necessária para livrar o país do risco de um caos político e social.
"Enfrentarei de bom grado a humilhação [de ser julgado], perseguido e as injustiças contra a minha família em nome da paz e da harmonia que reinam hoje entre os chilenos", dizia uma nota divulgada por Pinochet.
Pinochet está sob prisão domiciliar, expedida por um juiz chileno que investiga o desaparecimento de 2 mil pessoas durante o seu regime. O seu estado de saúde precário fez com que ele conseguisse evitar os tribunais até agora.
O caso que ocasionou o pedido de prisão domiciliar de Pinochet é o do desaparecimento de dois seguranças de Salvador Allende, que seriam vítimas da "Caravana da Morte", um grupo de militares que viajaram pelo país para eliminar oponentes políticos, que seria responsável pela morte de 75 pessoas.