O Departamento Nacional de Auditoria do Serviço Único de Saúde (Denasus) enviou, nesta segunda-feira, um grupo de 32 auditores ao Rio de Janeiro para revisar a prestação de contas e investigar o uso das verbas que o Ministério da Saúde repassou à prefeitura nos últimos meses. O grupo se juntará aos 12 auditores que já estão na cidade avaliando a situação nos hospitais.
O coordenador de gestão dos hospitais do Rio de Janeiro, o médico Sérgio Côrtes, disse, na manhã desta segunda-feira, que a população do estado sentirá rapidamente a melhora nas condições do sistema de saúde. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) transferiu medicamentos, como soro, antibiótico e quimioterápicos, de sua central de suprimentos para o Hospital da Lagoa. No último sábado, materiais e rouparia já foram enviados para reabastecer a unidade.
Neste domingo, foi realizado um mutirão de cirurgias no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into). Trinta e quatro pacientes, quase todos vindos do Hospital Souza Aguiar, foram transferidos para o Into, onde foram atendidos desde as 8h por uma equipe de 60 profissionais - incluindo oito cirurgiões, seis médicos-residentes e cinco anestesistas.
Segundo Côrtes, a situação encontrada no sistema hospitalar da cidade era caótica, e que se não houvesse a intervenção federal os hospitais correriam o risco de fechar por falta de condições mínimas de funcionamento, como o Miguel Couto, que sequer tinha remédios. Neste domingo, a ação de remanejamento de doentes do Miguel Couto e do Souza Aguiar para os hospitais da Lagoa, Ipanema e Laranjeiras possibilitou a abertura de 80 novos leitos.
A novidade é que o transporte dos pacientes foi feito em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), cedidas pelo governo estadual e pelas prefeituras de Niterói, Nilópolis, São Gonçalo e Nova Iguaçu, na Região Metropolitana.