Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Auditor da Receita acusado de fraudes é libertado no Rio

Quinta, 02 de Outubro de 2003 às 09:59, por: CdB

O auditor fiscal da Receita Federal, Fernando José da Rocha Velho, foi libertado na madrugada desta quinta-feira da carceragem da Polinter, no Ponto Zero, nesta capital, após ficar mais de 24 horas preso, acusado de participar do esquema que fraudava o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Receita Federal, através da anulação de dívidas de empresas com a União. Lotado na Delegacia de Legalização Administrativa Tributária do Rio, ele é chefe da Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário.

Ele foi solto após o corregedor-geral da Receita Federal, Moacyr Leão rever as investigações e pedir ao juiz da 3ª Vara Criminal Federal, Lafredo Lisboa, que o libertasse. De acordo com o corregedor, as provas não incriminavam Fernando José, além disso, a investigação revela que o patrimônio do auditor é compatível com a sua renda.

Ontem, outros quatro auditores acusados de participar do esquema fraudulento foram presos, após se apresentarem espontaneamente à Justiça Federal. Treze pessoas continuam foragidas, entre elas, o titular da Delegacia de Arrecadação Tributária do Rio, José Góes Filho, e o procurador do INSS, Antero Gonçalves Filho. Este último se diz inocente e, apesar de ter sido orientado por amigos a se entregar, até agora não se apresentou à Justiça. O delegado José Góes declarou à imprensa que irá se apresentar à Justiça na hora que considerar oportuna.

O Juiz Lafredo Lisboa determinou também que a Polícia Federal dê proteção ao corregedor-geral da Receita, Moacyr Leão, responsável pelas investigações que detectaram a existência de uma quadrilha atuando dentro do órgão. Durante ligações telefônicas gravadas pela Polícia Federal uma pessoa não identificada ameaçou o corregedor.

O Ministério Público Federal anunciou que vai pedir uma grande auditoria na Receita Federal. A idéia é se criar uma força-tarefa, similar à que localizou o esquema de corrupção no INSS. Os acusados pelas fraudes à Receita Federal e ao INSS podem ter causado um prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres da União.

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