Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Atriz colombiana veio de longe para ser indicada ao Oscar

De transportadora de drogas no cinema para indicada ao Oscar na vida real, a atriz colombiana Catalina Sandino Moreno percorreu um caminho longo em um ano. (Leia Mais)

Terça, 15 de Fevereiro de 2005 às 17:05, por: CdB

De transportadora de drogas no cinema para indicada ao Oscar na vida real, a atriz colombiana Catalina Sandino Moreno percorreu um caminho longo em um ano.

Quando ela subir no tapete vermelho que conduz à cerimônia do Oscar, em Hollywood, ainda este mês, a indicada ao troféu de melhor atriz por Maria Cheia de Graça disse que terá apenas uma preocupação na cabeça: agir como uma verdadeira dama colombiana.

- Muitas pessoas acham que meu país é um pouco maluco -  disse a atriz de 23 anos à Reuters recentemente. - Eu só quero ser vista como uma dama.

A beldade morena é a primeira colombiana já indicada para o Oscar de melhor atriz. Ela diz que não estará representando apenas a ela própria no Oscar, mas também a seu país.

Na cerimônia marcada para 27 de fevereiro, Sandino vai competir pelo Oscar de melhor atriz com Kate Winslet, Annette Bening, Hilary Swank e a britânica Imelda Staunton

Sandino é modesta e tímida. Diferentemente de suas rivais, é novata em sua profissão. Seu primeiro papel no cinema foi o papel-título de "Maria Cheia de Graça", a história de uma jovem "mula" que engole oito pacotes pequenos de heroína para levá-los escondidos aos Estados Unidos.

O filme foi dirigido pelo novato norte-americano Joshua Marston, que o filmou em espanhol e escolheu Sandino, preterindo centenas de atrizes mais experientes, depois de assistir a um vídeo de um teste dela.

Nascida em Bogotá, Sandino já chamou a atenção com "Maria". No Festival de Cinema de Berlim de 2004 ela dividiu o prêmio de melhor atriz com Charlize Theron, e ela foi indicada para melhor atriz pelo Sindicato de Atores de Cinema e Televisão dos EUA.

Mas a indicação ao Oscar significa o reconhecimento instantâneo por parte de caçadores de talentos em Hollywood, estúdios de cinema e a mídia. A atriz conta que, desde que foi indicada ao prêmio, sua vida ficou "muito maluca", com entrevistas e novos roteiros de filmes para ler.

Mesmo assim, em lugar de partir imediatamente para fazer um papel bem pago em Hollywood, no ano passado a atriz se mudou para Nova York e começou a fazer aulas de teatro.

"Era um sonho que eu tinha desde os 17 anos: ir a Nova York e estudar para ser atriz", disse ela.

Seu primeiro trabalho como atriz nos EUA foi uma produção off-Broadway de "King John", de Shakespeare, no Frog & Peach Theatre.

Ela conta que a indicação ao Oscar e o recente relançamento de "Maria" na Colômbia a tornaram famosa em seu país. "Meu irmão me contou que minha foto está nos pontos de ônibus", comentou.

Mas, em Nova York, ela ainda anda de metrô, e ninguém conheceu seu nome. É uma situação que pode mudar dentro em pouco se ela receber o Oscar.

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