Depois de encantar platéias com suas performances graciosas em uma série de golpes de artes marciais chinesas, a atriz Ziyi Zhang encontra-se à beira do estrelato internacional.
Zhang, de 26 anos, exibe sua atuação mais madura no retrato de uma prostituta no filme <i>2046</i>, de Wong Kar Wai, que estreou nos Estados Unidos no último fim de semana. Zhang participa também da versão hollywoodiana de <i>Memoirs of a Geisha</i>, que chega aos cinemas em dezembro.
A atriz, que atuou no filme <i>O tigre e o dragão</i>, já foi aclamada pela revista <i>Time</i> como "dádiva chinesa em Hollywood" e citada na <i>People</i> na lista das 50 personalidades mais bonitas do mundo.
A ascensão de Zhang coincide com o aumento do interesse ocidental por filmes asiáticos.
- Tenho tido sorte em trabalhar com grandes diretores - disse ela, que em <i>Geisha</i> é dirigida por Rob Marshall, indicado ao Oscar de melhor direção pelo musical <i>Chicago</i>.
- É a sorte, o momento, o destino. Acredito nisso. Realmente há muitas oportunidades agora - disse a atriz recentemente em entrevista.
<i>2046</i>, uma reflexão sobre os desejos, promessas e traições que funde passado, presente e futuro, será exibido em cinemas de arte. Já <i>Geisha</i>, com produção executiva de Stephen Spielberg, é voltado para uma platéia mais ampla. Zhang afirmou que ambos os papéis foram desafiadores e possuem estilos surpreendentemente contrastantes.
<b>PREPARAÇÃO</b>
A atriz chinesa foi escalada para interpretar uma gueixa japonesa, tendo que decorar todos os diálogos em inglês para a produção hollywoodiana.
- Para nós, que não falamos inglês e devemos falar com sotaque inglês e japonês, foi muito difícil, é muita pressão - disse ela sobre o período de preparação para atuar na adaptação do best-seller de Arthur Golden.
Já a atuação de Zhang em <i>2046</i> lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Hong Kong.
- Acho que este personagem foi o mais difícil para mim até hoje - disse ela.
Trabalhar com Kar Wai foi uma experiência única para Zhang, que explicou que não existiam scripts e não era necessário decorar as falas, apenas mostrar seus sentimentos reais.
- Como eu compreendia mais o personagem, eu ofereci mais, construindo devagar. Filmávamos várias tomadas em vez de ensaiar. Foi um grande treinamento para mim enquanto jovem atriz - afirmou.