De manhã, homens não identificados carregaram um caminhão de gasolina com gás explosivo e o fizeram deslizar, sem motorista, em direção à sede do Poder Eleitoral, em uma aparente tentativa de explodir o prédio.
O veículo bateu em um orelhão e não chegou a atingir o alvo. A segurança ao redor do prédio foi reforçada.
Mais violência foi registrada em brigas de cabos eleitorais rivais, especialmente na conflituosa região do Delta do Níger. Em Bayelsa, no sul do país, militantes supostamente tentaram assassinar o governador do Estado, Goodluck Jonathan.
As ruas ficaram desertas e sons de metralhadora e explosões foram ouvidos durante a noite.
Dúvidas
Sessenta milhões de nigerianos estão habilitados a votar na primeira eleição nigeriana em que o poder será transferido de um presidente democraticamente eleito a outro.
Mas o correspondente da BBC em Abuja David Bamford disse que existe preocupação de que abusos e fraudes levem ao desapontamento e à violência.
- Existe uma grande nuvem de dúvidas, entre os eleitores, em relação à credibilidade do processo eleitoral, mas estamos incentivando as pessoas a votar em massa, porque não há alternativa à democracia - disse o presidente da organização Transition Monitoring Group, Innocent Chukwuma.
- Temos instituições neste país às quais as pessoas podem recorrer se se sentirem prejudicadas. O sistema judicial está funcionando e tem oferecido socorro a muita gente que de outro modo teria sido deixada de lado no processo.
As eleições começaram com suas horas de atraso, até que chegassem da África do Sul as cédulas com o nome do atual vice-presidente Atiku Abukakar, um dos principais na disputa, que havia sido anteriormente barrado das eleições.
O problema das autoridades é distribuir as cédulas contando com uma infra-estrutura precária de rodovias e aeroportos. A Nigéria é um dos maiores e o mais populoso país da África.
O presidente que deixa o cargo, Olusegun Obasanjo, disse que, apesar das falhas, a Nigéria realizará uma transição pacífica e democrática de poder.