Nesta questão que se arrasta dos aeroportos, e do risco da capital paulista ficar fora da Copa do Mundo de 2014 (vejam post acima), não se pode esquecer que São Paulo chegou a esta situação de ser o último a definir o seu estádio para a Copa - e a nem tê-lo iniciado ainda - por culpa do trio demotucano José Serra-Alberto Goldman-Gilberto Kassab.
Primeiro José Serra e Goldman, governadores do Estado e o prefeito da Capital, Kassab, vacilaram meses até definir o futuro estádio do Corínthians (a ser construído em Itaquera, zona Leste paulistana) como local da Copa de 2014 em São Paulo, depois que a FIFA vetou o Morumbi (mesmo que este passasse por reformas).
Segundo, tanto no caso da Copa de 2014, quanto no dos aeroportos - que precisam de reformas e obras não só em função do Mundial, mas também em decorrência do vertiginoso aumento da demanda - precisamos mais de ação e obras, de decisões e execução, do que de anúncios e entrevistas, explicações e lamentações.
Ninguém agüenta - e nem se pode esperar tanto, o tempo urge - mais esse ritual de justificativas. O que se espera são decisões e o início das obras de construção, reformas, ampliação, etc. Cada um deve cumprir seu papel: os governos estaduais e o BNDES com suas linhas de financiamento e crédito no caso da Copa; a INFRAERO, a ANAC e o novo Ministério da Aviação Civil no desempenho de suas atribuições.
Um exemplo de que quando isto acontece o processo avança é o próprio Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, de Natal. Com a construção dos pátios e da pista pelos batalhões de Engenharia do Exército, segundo a própria ANAC, as obras em Natal estão 80% dentro da previsão de cumprimento dos prazos.