Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Ato público em SP mantém discussão sobre assassinato de Dorothy Stang

Quarta, 06 de Abril de 2005 às 17:44, por: CdB

O ato público realizado na noite desta quarta-feira, no Teatro Tuca, pretende manter em discussão o caso do assassinato da missionária Dorothy Stang e garantir que o fato "não seja acobertado com o tempo". A avaliação foi feita pelo secretário da Associação dos Professores da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Werson Martins de Oliveira, que organiza o encontro.

O objetivo do encontro, ainda segundo Oliveira, é proteger outras pessoas que estão ameaçadas de morte e "fazer a defesa" do projeto que prevê o desenvolvimento de forma sustentável na região de Anapu, no Pará. Ele disse entender que o assassinato da freira resultou de uma "encomenda mais ampla" e defendeu a apuração da participação de outros possíveis mandantes ou interessados na morte de Stang. Oliveira lembrou que pessoas próximas à missionário já manifestaram a crença de que existe um "consórcio" de grileiros, madeireiros e fazendeiros que "encomendaram" o assassinato.

O ato público, explicou, representa o início de uma campanha nacional que pretende elaborar documento a ser enviado ao governo federal, contendo reivindicações como a punição de todos os responsáveis pela morte da missionária e a defesa do projeto de assentamento liderado por ela naquela região do Pará.

O padre Amaro Lopes de Souza, coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Anapu, informou que está recebendo ameaças de morte, como outras pessoas envolvidas com os trabalhadores rurais. E declarou que a sensação de segurança só será possível a partir da identificação e punição dos responsáveis pelos crimes na região.

De acordo com o padre, o trabalho de assentamento de famílias na região continua, "para que as pessoas tenham o direito de trabalhar a terra". Ele acrescentou: "Apesar do assassinato covarde da missionária, não vamos recuar."

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