Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Ato contra a corrupção reúne três mil pessoas em São Paulo

Terça, 06 de Setembro de 2005 às 12:48, por: CdB

O ato público organizado pelo Movimento pela Legalidade, Contra o Arbítrio e a Corrupção reuniu cerca de três mil pessoas na manhã desta terça, no centro da capital paulista, de acordo com estimativa dada por Sandro Afonso do Rego, major da Polícia Militar. O movimento congrega entidades empresariais, sindicatos e entidades civis.

De acordo com o presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D'Urso, o objetivo da manifestação foi "exigir apuração profunda e transparente" dos casos de corrupção que estão em apuração, sobretudo no Congresso Nacional.

A manifestação começou na Praça da Sé e seguiu até as escadarias do Teatro Municipal, também no centro da cidade. No local, D'Urso leu um documento intitulado "O Grito do Silêncio: Queremos a Verdade!", em que as entidades promotoras do ato cobram maior rapidez nas apurações da três CPIs em curso: dos Correios, da Compra de Votos e dos Bingos. A cobrança também estende-se a outras instâncias públicas, como à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Câmara dos Deputados.

Originalmente, o movimento foi liderado pela seção paulista da OAB e as expressões "pela legalidade e contra o arbítrio" referem-se a críticas quanto à atuação da Polícia Federal em diligências em escritórios de advocacia e em empresas privadas de São Paulo. A essas expressões, somou-se a do combate e punição à corrupção.

Além da OAB-SP, compõem o movimento a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) - cujo presidente, Paulo Skaf, esteve presente ao ato - o Centro das Indústrias do Estados de São Paulo (Ciesp), a Associação Comercial de São Paulo, a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, a Associação Paulista do Ministério Público, entre outras entidades.

Do movimento sindical, participam a Força Sindical - que informa ser a organizadora do ato desta terça - e a Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Social Democracia Sindical (SDS) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT). Também participaram do ato vereadores, deputados estaduais e federais, entre eles Roberto Freire, presidente do Partido Popular Socialista (PPS).

- A idéia das entidades da sociedade civil, trabalhadores, empresários, comércio e serviços, é mostrar um pouco a nossa insatisfação quanto à apuração e à punição dos culpados - disse Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.

- Depois de centenas de denúncias, de várias provas concretas (...) tem apenas 18 deputados na lista de cassação e mesmo assim estão tentando livrar a cara desses deputados.

Segundo ele, o documento lido nas escadarias do Teatro Municipal será entregue ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, e às lideranças no Congresso, na próxima semana.

Tags:
Edições digital e impressa