Atletas paraolímpicos lutam contra falta de apoio no Brasil
A falta de patrocínio é uma realidade dura para muitos competidores que precisam vencer as dificuldades para se manterem no esporte. Assim tem sido a vida do atleta de parabadminton, Edu Oliveira, 35 anos, que mesmo apresentando títulos importantes em competições nacionais e internacionais, o carioca tem encontrado dificuldades para conseguir apoio. E sobreviver do esporte tem se tornado seu maior desafio.
Eduardo, conta que sempre foi apaixonado por raquetes, jogou tenis de mesa, squash, tenis, e através de um amigo conheceu o badminton que começou a competir em 2011
A falta de patrocínio é uma realidade dura para muitos competidores que precisam vencer as dificuldades para se manterem no esporte. Assim tem sido a vida do atleta de parabadminton, Edu Oliveira, 35 anos, que mesmo apresentando títulos importantes em competições nacionais e internacionais, o carioca tem encontrado dificuldades para conseguir apoio. E sobreviver do esporte tem se tornado seu maior desafio.
Para ele, a grande dificuldade do Parabadminton é a falta de envolvimento das entidades gestoras da modalidade.
- Temos no Brasil, um material humano de excelente qualidade, são atletas que se destacam praticamente em todas as classes do Parabadminton - diz Edu. Segundo ele, o ideal seria que as federações e a Confederação investissem em capacitação de treinadores, professores, árbitros, classificadores funcionais, afim de desenvolver a modalidade como um todo. "O mais triste é que essas capacitações existem e são constantes para o badminton e, até então, não é aproveitada para o Parabadminton, quando vamos competir no exterior, vemos que lá fora, a estrutura é bem mais sólida. A modalidade é tratada realmente como alto rendimento.
Eduardo, conta que sempre foi apaixonado por raquetes, jogou tenis de mesa, squash, tenis, e através de um amigo conheceu o badminton que começou a competir em 2011.
Em dezembro, Edu foi convocado oficialmente para compor a equipe Brasileira de ParaBadminton no III Campeonato Pan Americano de Parabadminton, que será realizado na cidade de Havana em Cuba. Para poder competir, Oliveira teria que desembolsar do seu próprio bolso, passagens, hospedagem e alimentação, sem falar nos suplementos.
Sem apoio de empresas para bancar a participação em competições, o atleta apelou a campanhas de doações com a ajuda da Internet, pelas redes sociais. A inspiração veio da campeã olímpica no atletismo brasileiro. Maurren Maggi, ouro no salto em distância em Pequim-2008, que recorreu ao crowdfunding (espécie de vaquinha na web).
- Achei bacana fazer um vídeo, pois precisaria mostrar o que é o badminton no Brasil, o esporte ainda está em desenvolvimento e nem todos conhecem a modalidade - disse o atleta. Edu, conta que até agora, a campanha arrecadou 64% do valor que ele estipulou para custear tudo da viagem.
Quem quiser ajudar o atleta o link para contribuir é esse http://www10.vakinha.com.br/VaquinhaE.aspx?e=306461
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