O Ministério do Meio Ambiente concluiu o primeiro atlas oficial, definindo áreas no litoral consideradas prioritárias para ações de combate a poluição de óleo. São mapas que localizam praias, áreas de proteção ambiental, pesqueiros, rotas migratórias, indicam correntes marítimas, ventos, além de listar as espécies da flora e da fauna existentes.
Esses atlas são um instrumento fundamental para a elaboração dos chamados Planos de Áreas, que devem ser elaborados pelos órgãos licenciadores (Ibama ou secretarias de meio ambiente) para combater os vazamentos de óleo em águas com concentração de portos, plataformas e respectivas instalações de apoio. O objetivo desses planos é criar estrutura técnica e de equipamento para agilizar ações de limpeza, minimizando os danos ao meio ambiente em casos de acidentes como os que aconteceram no mês passado, na Baía de Paranaguá (PR), e em 2000, na Baía de Guanabara.
O Atlas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo das Bacias do Ceará e Potiguar, o primeiro a ficar pronto, fornece informações importantes para a implementação de ações de resposta a derrames, como estradas de acesso à costa, aeroportos, heliportos e helipontos, rampas para barcos e atracadouros, padrões de circulação oceânica e costeira, e fontes potenciais de poluição por óleo e derivados. O trabalho também traz um inventário completo sobre a flora, a fauna e a geografia da região. Já estão em processo de elaboração os atlas das bacias de Santos(SP), Sergipe-Alagoas e Pernambuco-Paraíba.
Os atlas reúnem Cartas de Sensibilidade Ambiental a Derramamentos de Óleos ( Cartas SAO), ferramenta essencial para o planejamento de medidas de prevenção e de combate a incidentes de poluição por óleo. Amanhã, a comissão criada pela ministra Marina Silva para supervisionar e subsidiar os trabalhos de preparação das Cartas reúne-se para definir as próximas prioridades de mapeamento. A comissão é integrada por representantes do MMA (Coordenador), Ibama, Comando da Marinha , Agência Nacional do Petróleo e Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás.
As Cartas SAO apresentam levantamentos detalhados do ambiente litorâneo para atender a todos os níveis de derramamento, desde grandes vazamentos em áreas remotas (offshore), passando por derrames de porte médio a alguma distância das instalações da indústria do petróleo (ao largo do litoral), até incidentes localizados (em pontos específicos da costa).
Com as cartas será possível acelerar o processo de definição e implantação dos Planos de Áreas (PA), criados por decreto em 2003, para combater os vazamentos de óleo em águas com concentração de portos, plataformas e respectivas instalações de apoio. O objetivo desses planos é criar estrutura técnica e de equipamento para agilizar ações de limpeza, minimizando os danos ao meio ambiente em casos de acidentes como os que aconteceram no mês passado, na Baía de Paranaguá (PR), e em 2000, na Baía de Guanabara.
Atualmente, a Resolução Conama 293, de 2001, obriga as empresas do setor de petróleo e portos a apresentarem um Plano de Emergência Individual (PEI) para obtenção ou renovação de licença de operação. Os Planos de Áreas, de acordo com o decreto 4.871, devem ser elaborados pelos órgãos licenciadores (órgãos estaduais de meio ambiente e Ibama), integrando os planos de emergência das empresas e portos e delimitando as regiões para as ações de combate.
As Cartas SAO trabalham com três tipos de informações. A primeira define o índice de sensibilidade do litoral (ISL) ao óleo, baseado nas características geomorfológicas da costa, como tipo de substrato, declividade do litoral e grau de exposição à energia de ondas e marés. Outra informação levanta todos os recursos biológicos sensíveis, indicando locais de concentrações de espécies, áreas de alimentação, reprodução, berçários, nidificação, e rotas de migração, além de listar as espécies em perigo de extinção.
A terceira informação bás