Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Ativistas invadem laboratório e resgatam cães em São Paulo

Dezenas de pessoas protestaram em frente ao laboratório Royal, em São Roque, no interior de São Paulo, eles acusam o laboratório de maus-tratos contra animais.

Sexta, 18 de Outubro de 2013 às 10:11, por: CdB
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Em agosto do ano passado, manifestantes de diversas ONGs de proteção aos animais foram a São Roque (SP) protestar contra o instituto
Dezenas de pessoas protestaram em frente ao laboratório Royal, em São Roque, no interior de São Paulo, eles acusam o laboratório de maus-tratos contra animais. A empresa usa cães da raça Beagle em testes para a indústria farmacêutica. Na madrugada desta sexta-feira, os manifestantes invadiram a empresa e conseguiram resgatar vários animais. Segundo os ativistas, pelo menos 12 cães já estariam mortos. A apresentadora Luisa Mell também permaneceu no local durante todo o protesto e falou sobre os maus-tratos contra os cães em sua página do Facebook. - Amigos, a situação está terrível por aqui! Escutamos agora gritos e latidos de dor. Nunca ouvi gritos assim antes. Tivemos informações que eles vão matar os animais. Uma ativista foi levada para a delegacia. Socorro, me ajudem! - escreveu Luisa Mell na noite desta quinta-feira, antes da invasão. Os manifestantes reclamaram que também pediram ajuda a Guardas Municipais e policiais militares, que estavam em frente ao instituto, mas eles não fizeram nada. Segundo a Guarda Civil Municipal de São Roque, nenhum ativista foi preso. A Polícia Civil de Sorocaba deve fazer a perícia no prédio do instituto nesta sexta-feira. Em agosto do ano passado, manifestantes de diversas ONGs de proteção aos animais foram a São Roque (SP) protestar contra o instituto. O grupo, formado por cerca de 200 pessoas, fez uma passeata e foi até o portão da empresa, onde quatro seguranças estacionaram o carro em frente ao portão de entrada para evitar arrombamentos. Os cães são usados em pesquisas de medicamentos que serão lançados. O objetivo é verificar a existência de possíveis reações adversas, como vômito, diarreia, perda de coordenação e até convulsões. Os animais acabam sacrificados antes mesmo de completarem um ano, para que se possa avaliar os efeitos dos remédios nos órgãos dos bichos. Quando isso não é necessário, os cães são colocados para adoção, diz a empresa. O Instituto Royal, passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo, que recebeu denúncias de maus-tratos aos animais. O uso de cães em pesquisas é permitido e regulado por normas internacionais. Protetores de animais, no entanto, questionam as normas. "As indústrias sequestram a vida dos animais, que nunca mais terão um comportamento normal", diz Vanice Teixeira Orlandi, presidente da União Internacional Protetora dos Animais.  Segundo o vice-diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Francisco Javier Hernandez Blazquez, os cães da raça beagle são os mais utilizados para experimentos no exterior, pois são animais de médio porte e já criados para a pesquisa. No Brasil, ratos e camundongos são os bichos mais usados em pesquisas feitas em laboratórios.          
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