Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Ativistas indianos atacam franquia norte-americana de pizza em Mumbai

Sexta, 20 de Dezembro de 2013 às 10:07, por: CdB
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Manifestante (C) segura cartaz no qual afirma que, se a lei for levada ao pé da letra, os diplomatas norte-americanos seriam todos presos por pederastia e espionagem
Ativistas de um pequeno grupo político indiano atacaram uma loja da pizzaria Dominos em um bairro de Mumbai nesta sexta-feira, exigindo uma proibição a produtos dos Estados Unidos até que o governo norte-americano peça desculpas pela prisão de uma diplomata indiana em Nova York. A polícia disse que não houve feridos no ataque, que aconteceu num momento em que os dois países tentam diminuir a tensão sobre a prisão e consequente revista de Devyani Khobragade em um caso sobre suposta fraude de visto. O Partido Republicano da Índia, que realizou o ataque, enviou fotos para organizações de mídia mostrando a porta de vidro da loja quebrada. O partido disse que deseja que os EUA retirem as acusações contra a diplomata indiana. Em meio à revolta demonstrada por setores políticos influentes, um alto funcionário dos EUA telefonou na noite passada à secretária indiana de Relações Exteriores, Sujatha Singh, em nova tentativa do governo norte-americano de aplacar o furor da Índia por causa da prisão e do tratamento dado a um de seus diplomatas em Nova York. A subsecretária de Estado Wendy Sherman conversou com Sujatha para enfatizar a importância das relações entre os dois países, depois da prisão de uma diplomata indiana - que teve de ficar sem roupas para ser revistada, no período em que esteve detida -, e para manifestar empenho na solução das complexas questões do caso. A Índia instou os EUA a abandonarem as acusações contra a diplomata Devyani Khobragade por pagar mal à sua empregada e por fraude na obtenção de um visto, indicando que a declaração do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na quarta-feira, quando expressou pesar pelo tratamento dado à diplomata, não era suficiente. – Este é um episódio isolado. A secretária... certamente lamentou que às vezes as coisas não são feitas de modo diferente. Mas o que estamos focando... isto é um relacionamento incrivelmente importante. Isso não mudou de modo algum – disse a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, a repórteres. Ela acrescentou que o governo norte-americano não está pressionando as autoridades policiais para abandonarem o caso, disse ela. A prisão de Devyani provocou revolta na Índia em relação ao tratamento dado aos indianos no exterior e alimentou um ambiente pré-eleitoral agitado, com partidos políticos de todos os campos expressando ultraje patriótico. O ministro indiano de Relações Exteriores, Salman Khurshid, disse a repórteres que o governo indiano não está convencido de que havia um caso contra Devyani, que ele disse ter sido tratada como uma criminosa comum. – Nós pedimos explicações pelo que aconteceu... e por que, e pedimos que a acusação seja abandonada e retirada imediatamente – disse Khurshid a repórteres. Devyani foi solta mediante pagamento de fiança de US$ 250 mil, depois de entregar seu passaporte e se declarar não culpada das acusações de fraudar um visto e fazer falsas declarações sobre o valor que pagava a uma empregada, também indiana. Ela pode pegar até 15 anos de prisão, se condenada pelos dois delitos. Revista íntima Devyani, na véspera, relatou que autoridades norte-americanas a obrigaram a tirar suas roupas, examinaram seus orifícios e coletaram saliva para um teste de DNA durante uma revista policial após ser presa sob acusação de irregularidades em seu visto em Nova York, apesar de suas "incessantes declarações de imunidade". O caso desatou uma ampla indignação na Índia nestas últimas horas e enfureceu o governo de Nova Délhi, que revogou os privilégios para diplomatas dos EUA em protesto ao tratamento imposto à funcionária pública. O incidente prejudicou as relações entre a Índia e os EUA, que esfriaram em anos recentes apesar de um acordo nuclear em 2008, que foi caracterizado como um ponto alto nos vínculos entre as duas nações. Devyani Khobragade, a vice-cônsul da Índia em Nova York, foi presa na quinta-feira do lado de fora da escola de sua filha em Manhattan sob a acusação de que mentiu em seu pedido de visto sobre quanto pagava à sua empregada, uma cidadã indiana. Promotores afirmam que sua funcionária recebe menos de US$ 3 por hora de trabalho.
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